O ex-vereador Milton Leite, do União Brasil, é alvo de um mandado de prisão em uma operação, deflagrada nesta quinta-feira (17), que investiga a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte coletivo de São Paulo.
O político, de 70 anos, é citado nominalmente como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas pela facção na capital. A ação cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.
Ex-presidente da Câmara Municipal por seis vezes, Milton Leite deixou a vida pública eletiva após 27 anos como vereador de São Paulo.
Trajetória política
Paulistano, Milton nasceu e cresceu na região de Piraporinha, na zona Sul da capital. Ele chegou à Câmara Municipal em 1997 e foi reeleito nas eleições de 2000, 2004, 2008, 2012, 2016 e 2020.
Nas eleições de 2016 e 2020, foi o segundo vereador mais votado do país. Em 2020, segundo a Câmara, Leite recebeu mais de 132 mil votos.
O ex-vereador presidiu a Câmara Municipal de São Paulo seis vezes ao longo de sua trajetória política. A primeira vez foi em 2017-2018. Na sequência, Leite voltou ao cargo em 2021 e permaneceu na presidência até o encerramento de sua atuação na Câmara em 2024.
Milton Leite também ocupa a presidência municipal do partido União Brasil em São Paulo.
Possível ligação com o PCC
O ex-presidente da Câmara Municipal é alvo de uma operação que mira a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte coletivo em São Paulo.
A ação, batizada de Operação Vectura Corrupta, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (17) e cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão durante a ação.
Segundo as investigações, Milton Leite, alvo de mandado de prisão, é citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas pelo PCC.
De acordo com o Ministério Público, há declarações de policiais militares em procedimento junto ao Tribunal de Justiça Militar, que afirmam que ex-vereador seria o dono de fato da empresa Transwolf.
A investigação, desdobramento da “Operação Decúrio” deflagrada em agosto de 2024, apontou projeto de infiltração da organização criminosa nas eleições municipais de 2024, com o lançamento de candidatos aos cargos em disputa.
Além disso, foi identificado o possível envolvimento de ao menos uma servidora municipal comissionada com um integrante do alto escalão do PCC.
