Kim Yo Jong, da Coreia do Norte — irmã influente do líder Kim Jong-un —, atribuiu nesta quinta-feira (17) a exercícios militares liderados pelos EUA a responsabilidade pelo agravamento constante das tensões na Península Coreana e afirmou que não haverá mudança na trajetória do país de fortalecer seu arsenal nuclear.
Em um comunicado divulgado pela agência estatal KCNA, Kim referiu-se ao exercício naval Pacific Vanguard 2026, realizado nas proximidades de Guam, classificando-o como mais um “jogo de guerra” ameaçador liderado pelos EUA e parte dos esforços de Washington para expandir sua influência militar na região da Ásia-Pacífico por meio da cooperação com aliados, incluindo Coreia do Sul e Japão.
Ela declarou que a situação atual evidencia a necessidade de a Coreia do Norte adotar medidas de resposta de natureza “proporcional ou mais ofensiva” e alertou que as forças armadas do país “mobilizariam todos os meios disponíveis” caso sua segurança ou seus interesses nacionais fossem violados.
Essa foi a segunda declaração de Kim em dois dias. Na quarta-feira (16), ela rejeitou novos apelos pela desnuclearização da Coreia do Norte durante uma conferência da Agência Internacional de Energia Atômica e reiterou a posição de Pyongyang de que seu status como potência nuclear é irreversível.
O Pacific Vanguard 2026 — um exercício multilateral liderado pela Marinha dos EUA e que contou com a participação das marinhas da Coreia do Sul, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Japão nas imediações de Guam — ocorreu entre 29 de agosto e 10 de setembro, segundo a Força de Autodefesa Marítima do Japão.
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