O presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine, declarou que as Forças Armadas do país precisam se preparar para combater do fundo do mar até o espaço cislunar, região que engloba a órbita da Lua.
A afirmação foi feita durante uma conferência militar realizada próximo a Washington e divulgada pelo jornal The Independent.
Operações em órbita e armas espaciais
O pronunciamento ocorreu após o anúncio de que os Estados Unidos contam com armas de controle espacial operacionais em órbita terrestre.
Segundo o tenente-general Gregory Gagnon, do Comando de Forças de Combate da Força Espacial, a meta da corporação é proteger os interesses norte-americanos com o avanço da presença humana no espaço. Para responder às demandas operacionais, a Força Espacial planeja dobrar seu contingente nos próximos cinco anos, atingindo cerca de 25 mil integrantes.
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Cenário internacional e acordos diplomáticos
A estratégia norte-americana reage às movimentações de países considerados adversários, como a China, que estruturou uma unidade militar voltada para o espaço em 2024.
Em contrapartida, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, declarou que Pequim defende o uso pacífico do espaço sideral e se opõe à militarização e à corrida armamentista.
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O debate envolve as diretrizes do Tratado do Espaço Sideral de 1967, assinado por ambos os países, que determina que a Lua e outros corpos celestes devem ser utilizados exclusivamente para fins pacíficos.

