Carlos Piani, presidente da Sabesp, reafirmou nesta terça-feira (15) que a universalização do saneamento é a “grande prioridade” da empresa.
Segundo o executivo, garantir o acesso aos serviços básicos à população é “pagar uma dívida histórica com aquele que ficou desassistido”.
“Essas pessoas são as mais vulneráveis em geral e as pessoas da área rural”, pontuou.
As falas ocorreram durante o CNN Talks Infra Saneamento: A segunda metade do caminho até 2033, realizado nesta terça, em São Paulo, que reuniu autoridades, empresários e especialistas.
Aprovado em 2020, o Marco Legal do Saneamento Básico estabeleceu que o país deve atingir até 2033 a universalização dos serviços, garantindo que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e ao tratamento de esgoto.
“O desafio é transformar capital em obra e prestação de serviço. Não é só ter o recurso disponível, é colocar toda a cadeia para funcionar, desde a concessionária, seus fornecedores, regulador, a Prefeitura com as autorizações, os órgãos ambientais e os fabricantes”, disse.
“É um processo bastante complexo que requer planejamento detalhado, a rotina de acompanhamento para que possa alcançar a tão almejada, não só a universalização, mas a segurança hídrica nos próximos anos”.
“São Paulo tem uma questão crônica de desbalanço entre a oferta e a demanda de água. A região metropolitana, principalmente aqui de São Paulo, cresceu na frente da infraestrutura e temos um plano de fechar essa lacuna e ter a infraestrutura necessária para o consumo percato aqui da região”, concluiu.
O CNN Talks Infra Saneamento: A segunda metade do caminho até 2033 teve como ponto de partida um dado preocupante: no ritmo atual, o país só alcançaria a universalização do saneamento em 2070 — 37 anos após o prazo estabelecido pela própria legislação, que prevê a meta para 2033.
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