Cerca de seis em cada dez brasileiros dizem que gostariam de aposentar até completarem os 60 anos de idade. Porém, apenas 28% acreditam que o sonho é possível, segundo a quarta edição da pesquisa “Percepção dos Brasileiros sobre Proteção e Planejamento”, divulgada nesta quarta-feira (16) pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).
Outros 32% apontam que devem conseguir se aposentar apenas depois dos 61 anos, enquanto 11% acreditam que nunca irão conseguir pedir aposentadoria. Por fim, 12% dizem não ter a intenção de deixar de trabalhar.
O levantamento foi divulgado nesta quarta, durante o XII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, realizado pela Fenaprevi.
Previdência social
A pesquisa apurou ainda que 92% dos aposentados dependem principalmente dos recursos do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).
A “dependência da Previdência Social” é vista como “um alerta” pela Fenaprevi. A entidade avalia que “o sonho da aposentadoria esbarra no difícil cenário das contas públicas do Brasil”.
Entre os trabalhadores que seguem em atividade mas utilizam do benefício público para se sustentar, 65% dizem não saber quanto receberão. Outros 35% afirmam conhecer os retornos que terão, sendo que mais da metade desse grupo aponta que receberá um salário-mínimo.
Entre os que avaliam que vão depender do INSS no futuro, 56% apontam que terão de cortar gastos após a aposentadoria, 25% contam que poderão custear seu estilo de vida atual e 16% se veem passando por dificuldades.
O temor de perder o acesso a atendimento médio é relatado por 72% dos entrevistados, sendo a principal situação de alarme apontada à pesquisa. Porém, apenas 28% dizem ter adotado medidas preventivas para evitar essa situação.
“Mesmo temendo o que virá pela frente, a pesquisa mostra que o brasileiro não tem agido preventivamente, mesmo diante de um horizonte desafiador. De acordo com os entrevistados, existe preocupação com a vulnerabilidade financeira da família, porém não indicaram o preparo efetivo para lidar com os riscos apontados”, aponta a Fenaprevi.
Previdência privada
De forma espontânea, apenas 13% dos entrevistados lembrou dos seguros e da previdência privada como meios de proteção contra imprevistos. A Fenaprevi avalia que o indicador revela que o setor enfrenta “barreiras práticas”.
O estudo indica que o “desconhecimento” sobre o setor pode justificar parte do que chama de “gap securitário do país”.
Apenas 12% dos respondentes souberam dizer o significado correto do termo “prêmio” no mercado de seguros, enquanto a ampla maioria (88%) confundiu o jargão técnico com outros significados.
Ainda assim, 64% dos brasileiros afirmaram ter a intenção de contratar ou renovar ao menos um seguro ou plano de previdência privada no próximo ano.
Quando estimulados sobre coberturas para uso em vida, 80% declararam que contratariam um produto multifuncional que combine aposentadoria, indenização para doenças graves, internações e despesas de planos de saúde.
A pesquisa revela que 41% dos respondentes possuem algum seguro ou plano de previdência privada, sendo os principais:
- Seguro funeral: 30% de posse;
- Seguro de vida: 18%;
- Seguro por invalidez: 10%
- Plano de previdência privada: 9%;
- Seguro contra doenças graves: 7%;
- Seguro prestamista: 6%.
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