O lançamento do foguete que transporta a Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R), um laboratório espacial de curto alcance, foi realizado nesta terça-feira (15). A Operação Potiguar 2 aconteceu na Barreira do Inferno, em Parnamirim (RN).
Nesta fase, o principal objetivo é testar, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da PSM-R. O sistema possui um conjunto de paraquedas que permite o retorno da plataforma e o resgate da carga útil no mar.
O lançamento foi realizado pela FAB (Força Aérea Brasileira) e já estava planejado.
Para o presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antônio Chamon, o lançamento foi um sucesso.
“Nós pudemos não apenas utilizar uma sequência de microgravidade para vários experimentos que estavam a bordo, mas principalmente validar em voo uma plataforma nacional que agora pode ser reutilizada em outros voos no futuro para novos experimentos científicos”, disse Marco.
O veículo é destinado ao transporte de cargas úteis para altitudes superiores a 100 quilômetros, o que permite a realização de experimentos em condições de microgravidade durante parte do voo. Veja:
Segundo Sérgio Roberto de Almeida, presidente da ALADA (Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil), a carga foi recuperada por um helicóptero da FAB, o que demonstra o potencial de exploração econômica da tecnologia.
A recuperação é necessária para pesquisas que dependem do retorno de amostras aos laboratórios. Além disso, o recurso permite o reaproveitamento de equipamentos e pode reduzir o intervalo entre os lançamentos.
Ainda de acordo com Sérgio, os lançamentos são especialmente importantes para as indústrias farmacêutica e química, que utilizam esse tipo de experimento.
“O fundamental é essa demonstração de capacidade operacional dos dois centros de lançamento, o Centro de Nascimento de Alcântara e o Centro de Nascimento da Bahia do Inferno, operando em menos de dois meses nos dois centros, com total capacidade de operação em condição de ser explorado por empresas privadas, brasileiras ou estrangeiras, ou mesmo as empresas públicas de outros países que têm interesse em fazer esse lançamento no Brasil”, acrescentou o presidente da ALADA.

