O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que o pronunciamento lido pela também ministra Carmén Lúcia durante a sessão extraordinária desta terça-feira (15) seja enviado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao Itamaraty. Segundo o decano, a fala da magistrada foi “brilhante, madura e assertiva”, podendo viabilizar uma interlocução entre o Supremo brasileiro e a Corte dos Estados Unidos.
Mais cedo, Flávio Dino comentou a existência de novas ameaças de sanções do governo estadunidense a membros da Corte.
Ao presidente do STF, Edson Fachin, o magistrado afirmou que foi discutida uma “paradiplomacia que levaria Vossa Excelência a conversar com o Chief Justice dos Estados Unidos, John Roberts”. Para ele, a fala da ministra foi “especialmente oportuno nesse sentido”.
Cármen afirmou que “o Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias”.
“Eu me sinto — estou falando apenas por mim; quem fala pelo Supremo é Vossa Excelência, presidente — um pouco até envergonhada, presidente, de, no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarem todos voltados a questões do Supremo, que são questões processuais em parte, com muita expressão e com questões graves mesmo”, completou a ministra.
Em atualização.
