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Café recua 2,36% em Nova York com melhora nas condições de safra do Brasil

Radar Olhar Aguçado(há 42 minutos)
Café recua 2,36% em Nova York com melhora nas condições de safra do Brasil

A melhora nas condições de cultivo no Brasil e no Vietnã pressionou as cotações do café na sessão desta terça-feira (15) na Bolsa de Nova York, o contrato futuro para entrega em dezembro caiu 2,36%, encerrando negociado a US$ 2,83 por libra-peso.

De acordo com o Barchart, as chuvas acima da média no Brasil durante a fase de floração das lavouras aumentam a expectativa de uma produção mais favorável na safra 2026/27. Segundo a Climatempo, Minas Gerais recebeu 59,4 milímetros de chuva na semana encerrada em 13 de setembro, o equivalente a 1.212% da média histórica para o período.

No Vietnã, as condições climáticas também são consideradas favoráveis e as chuvas abundantes elevaram a umidade do solo e devem contribuir para o desenvolvimento dos frutos nas principais regiões produtoras de café do país.

Cacau

A perspectiva de uma oferta mais confortável de cacau pressionou as cotações na sessão na Bolsa de Nova York. O contrato futuro para entrega em dezembro caiu 1,66% e encerrou negociado a US$ 5.923 por tonelada.

Segundo o Barchart, os dados da Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, reforçaram os sinais de aumento da disponibilidade da commodity. Os produtores enviaram 2,14 milhões de toneladas aos portos no atual ano comercial, iniciado em outubro de 2025, volume 18% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

Dados divulgados pelo Conselho do Café-Cacau da Costa do Marfim mostram que a colheita alcançou 2,06 milhões de toneladas entre junho de 2025 e junho de 2026, alta de 30% em relação às 1,58 milhão de toneladas do ciclo anterior.

Os estoques também contribuíram para limitar os preços. Os estoques de cacau monitorados pela ICE chegaram a 3,44 milhões de sacas no início de setembro, o maior nível em dois anos, e permaneciam próximos desse patamar, em 3,42 milhões de sacas na sessão seguinte.

Açúcar

O açúcar recuou na sessão, pressionado pelo fortalecimento do dólar e pelo aumento das posições compradas de fundos de commodities. O movimento levou o contrato futuro com vencimento em março a uma queda de 1,00%, encerrando negociado a 18,87 centavos de dólar por libra-peso.

Em Nova York, a cotação chegou ao menor nível em uma semana e meia, enquanto a valorização do dólar aumentou a pressão sobre os contratos futuros da commodity e estimulou a realização de lucros por investidores que mantinham posições compradas.

De acordo com o relatório semanal COT (Compromisso dos Operadores), os fundos ampliaram em 28.055 contratos líquidos as posições compradas em açúcar em Nova York na semana encerrada em 8 de setembro. Com isso, a posição líquida chegou a 160.551 contratos, o maior nível em quase três anos.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou a sessão com leve queda de 0,08% na Bolsa de Nova York, a 84,48 centavos de dólar por libra-peso.

O mercado acompanhou os dados de desenvolvimento da safra norte-americana. Segundo o Barchart, 57% das lavouras de algodão dos Estados Unidos já haviam apresentado abertura das cápsulas até o último domingo (13), enquanto 8% da produção já tinha sido colhida.

Com relação ao clima, o percentual classificado como bom ou excelente subiu para 36%, dois pontos percentuais acima da semana anterior. O índice Brugler500, que acompanha as condições das lavouras, permaneceu estável em 298 pontos, embora tenha sido registrada alta de 2 pontos percentuais na parcela das plantações avaliadas como ruins ou muito ruins.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, os preços futuros do suco de laranja finalizaram o dia com desvalorização de 0,52% e precificado em US$ 1,52 por libra-peso.

Na semana passada, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que a produção de laranjas nos Estados Unidos foi de 58,25 milhões de caixas, sendo que somente o estado da Flórida foi de 12,2 milhões de caixas.

De acordo com o departamento, as condições climáticas de chuvas estão ajudando as lavouras se recuperarem na Flórida. Além disso, o órgão estimou boa produção no México e no Brasil com o clima favorável.

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