Durante o mês de agosto, o setor de bares e restaurantes registrou um crescimento de 7,4% em comparação com o mesmo período de 2025.
O levantamento foi feito pelo banco Ston em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) pelo índice Abrasel-Stone, e mostrou que o segmento completou 11 meses consecutivos de alta anual.
Na comparação com o mês anterior, no entanto, o setor apresentou uma queda de 0,2%.
De acordo com o economista e pesquisador da Stone, Guilherme Freitas, o resultado do mês de agosto demonstrou uma estabilização do setor após um avanço expressivo registrado em julho, ao mesmo tempo que na comparação anual, mostrou que a demanda segue sustentada pela resiliência do mercado de trabalho.
Mas apesar da estabilidade da atividade, o cenário econômico ainda impõe desafios às empresas do segmento.
“O empresário enfrenta uma equação mais apertada: de um lado, não quer perder o cliente com o aumento de preços; de outro, precisa lidar com custos e créditos mais caros”, afirmou o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.
“Muitas vezes, a saída tem sido absorver parte da pressão na margem para manter o negócio competitivo. Precisamos olhar para além do faturamento para entender a saúde do setor.”
No levantamento, 23 dos 24 estados avaliados registraram crescimento nas vendas em bares e restaurantes em agosto. Paraíba, Sergipe e Alagoas foram os 3 estados com maior alta no período, registrando 18,8%, 16,6% e 12,9% de alta, respectivamente.
Já Rondônia (12,8%), Mato Grosso (12,5%), Pernambuco (12,3%), Roraima (11,3%), Piauí (10,4%) e Maranhão (10,2%) vieram na sequência.
Santa Catarina (9,2%), Espírito Santo (8%), Minas Gerais (7,5%), Bahia (6,9%), São Paulo (6,7%), Goiás (6,5%) Amazona (6,3%) e Rio de Janeiro (6,2%) ficaram abaixo do crescimento de 2 dígitos.
Enquanto isso, Rio Grande do Sul (4,8%), Paraná (4%), Pará(4%), Rio Grande do Norte (3,4%), Mato Grosso do Sul (3%) e Ceará (1,4%) apresentaram alta menor que 5% durante agosto.
Para Freitas, a desaceleração do mês, de 10,4% para 2,4% também é compatível com o ambiente de inflação mais alta, pressionando o orçamento das famílias, que reforçar a importância de acompanhamento da evolução das condições financeiras nos próximos meses.
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