No dia 15 de setembro, a Igreja Católica celebra a memória de Nossa Senhora das Dores. A data foi fixada pelo Papa Pio X no dia seguinte à festa da Exaltação da Santa Cruz.
A devoção à Mater Dolorosa remonta ao final do século XI e expandiu-se com a Ordem dos Servos de Maria, fundada em 1233.
As sete dores e o simbolismo bíblico
A celebração recorda a presença de Maria na Paixão de Jesus. Na iconografia, a imagem é representada com sete espadas cravadas no coração, em referência a sete passagens bíblicas:
- A profecia de Simeão sobre Jesus;
- A fuga da Sagrada Família para o Egito;
- O desaparecimento do Menino Jesus por três dias;
- O encontro no caminho do Calvário;
- A morte de Jesus na cruz;
- A acolhida do corpo retirado da cruz;
- O sepultamento de Cristo.
Impacto cultural e artístico
Esses episódios inspiraram representações artísticas como a escultura Pietà e o hino medieval Stabat Mater, atribuído ao Frei Jacopone de Todi. O Papa Pio VII incluiu a celebração no calendário litúrgico romano em 1814.

