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Quem é Benedita da Silva, candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Quem é Benedita da Silva, candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro

Primeira mulher negra eleita para o Senado no Brasil, a atual deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) concorre neste ano a uma das duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro. Na chapa estão Manoel Severino e Kleber Lucas, como primeiro e segundo suplentes, ambos do PT.

Aos 84 anos, Benedita acumula mais de quatro décadas na política institucional. Nascida em 26 de abril de 1942, no Rio de Janeiro, cresceu na favela da Praia do Pinto, no Leblon. Filha da lavadeira Maria da Conceição Sousa da Silva e do pedreiro José Tobias da Silva, começou a trabalhar ainda criança e exerceu atividades como vendedora ambulante e empregada doméstica.

Sua trajetória política começou nos movimentos comunitários e sociais, com atuação por melhorias nas favelas do Rio.

No Chapéu-Mangueira, participou da organização de mulheres da comunidade e, no fim dos anos 1970, tornou-se presidente do Departamento Feminino da associação de moradores. Também se aproximou do movimento negro e participou da fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) no início dos anos 1980.

Em 1982, Benedita foi eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo partido, com uma campanha marcada pela afirmação de sua identidade como mulher negra e moradora de favela. Na mesma década, formou-se em Serviço Social e Estudos Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Quatro anos depois, foi eleita deputada federal e participou da Assembleia Nacional Constituinte como a única mulher negra entre os parlamentares constituintes. Durante os trabalhos que resultaram na Constituição de 1988, atuou em pautas relacionadas aos direitos das mulheres, da população negra, das trabalhadoras domésticas e das comunidades quilombolas.

Em 1994, Benedita foi eleita para o Senado pelo Rio de Janeiro com 2.249.861 votos, tornando-se a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Casa. Permaneceu no cargo até 1998, quando deixou o Senado para assumir como vice-governadora do Rio de Janeiro.

Em abril de 2002, tornou-se governadora do Rio após a renúncia de Anthony Garotinho (à época, no PSB), que deixou o cargo para disputar a Presidência da República. Benedita foi a primeira mulher negra a governar o estado e permaneceu no posto até o fim daquele ano.

No primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu o Ministério da Assistência e Promoção Social. Mais tarde, também ocupou a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do governo do Rio. Desde 2011, voltou a exercer sucessivos mandatos como deputada federal.

Durante a pandemia da Covid-19, Benedita foi uma das autoras do Projeto de Lei nº 1.075/2020, que deu origem à Lei Aldir Blanc. A legislação destinou R$ 3 bilhões em recursos federais a ações emergenciais para trabalhadores, espaços e iniciativas do setor cultural afetados pela paralisação das atividades. O projeto teve substitutivo relatado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) antes de ser aprovado pelo Congresso e sancionado em 2020.

Benedita é casada com o ator Antônio Pitanga desde 1992 e é madrasta dos atores Camila Pitanga e Rocco Pitanga.

No registro de sua candidatura à Justiça Eleitoral em 2026, Benedita declarou patrimônio de R$ 1.304.312,81.

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