O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comparou neste domingo (13) os críticos da inteligência artificial a “forças muito negativas” que levantam cenários que não se tornarão realidade, disse que quer garantir que os EUA permaneçam na liderança do setor.
“Estamos à frente da China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero que continue assim, porque quem vencer na IA, vence”, disse Trump a repórteres em seu campo de golfe na Irlanda, ao ser questionado se o setor deveria desacelerar ou ser mais regulamentado.
“Podemos estabelecer salvaguardas. Podemos fazer isso ou aquilo. Mas acho que há muitas forças muito negativas levantando essa questão — pessoas que não deveriam estar fazendo isso — e elas estão mencionando coisas que não vão acontecer.”
O debate público sobre IA ganhou força nos EUA depois que dois pesquisadores da Anthropic alertaram que a tecnologia, em rápido avanço, poderia levar à extinção da raça humana em um futuro não muito distante.
Trump tem evitado alimentar preocupações sobre a inteligência artificial. Em seu segundo mandato, ele tem apoiado amplamente as empresas de IA. Esses líderes do setor e outras empresas de tecnologia também apoiaram as iniciativas de Trump.
Executivos de IA fizeram grandes investimentos na campanha das Eleições de Meio de Mandato, que determinará o controle do Congresso. O super PAC de Elon Musk, CEO da SpaceX — o America PAC —, já gastou milhões apoiando candidatos republicanos e deve desempenhar um papel importante nos esforços para mobilizar eleitores.
Este ano, o Pentágono alertou para os riscos associados ao modelo da Anthropic.
Após os alertas dos pesquisadores, alguns CEOs de empresas de IA estão defendendo a desaceleração do avanço dos modelos.
No sábado, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, apresentou uma estrutura de três etapas destinada a controlar o ritmo de desenvolvimento e criar mais tempo para gerenciar os riscos da tecnologia. A proposta recebeu imediatamente o apoio de vários outros executivos de grandes empresas de IA, incluindo Musk e o CEO da OpenAI, Sam Altman.
Jacob Coxon, um dos pesquisadores da Anthropic que pediram demissão e depois fizeram os alertas, defendeu que os EUA trabalhem em conjunto com outros países para controlar o ritmo do desenvolvimento.
“Sinto que precisamos de coordenação internacional; caso contrário, corremos o risco de travar a mesma corrida contra a China, o que poderia ser igualmente perigoso”, disse Coxon no programa “Meet the Press”, da NBC.
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