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De camarins a passagens: gastos de Dark Horse chegaram a R$ 20,9 milhões

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
De camarins a passagens: gastos de Dark Horse chegaram a R$ 20,9 milhões

A empresa Go Up Entertainment Ltda destinou R$ 20,9 milhões para custear a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O valor consta na perícia elaborada pelo Instituto de Perícia Investigativa, anexada ao inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) que apura irregularidades na produção do filme.

Segundo a perícia, as recursos da produção no Brasil foram aplicados da seguinte forma:

  1. cachês de 11 atores e 800 figurantes;
  2. equipe técnica responsável pela iluminação, direção, produção executiva e som;
  3. equipamentos cinematográficos;
  4. figurino, maquiagem, cabelo, próteses e efeitos especiais;
  5. passagens aéreas, transporte terrestre, veículos de produção e translados do elenco;
  6. hospedagem e acomodação;
  7. alimentação diária, catering e refeições do elenco;
  8. camarins, centros de apoio, áreas operacionais e geradores;
  9. segurança privada e escoltas;
  10. gestão administrativa, documentação, contratos, licenças, seguros, suporte jurídico-contábil e controle financeiro;
  11. pagamentos a empresas brasileiras contratadas para fornecimento de serviços, materiais, locações e apoio técnico;
  12. manutenção, operação e encerramento das atividades de produção.

O documento elaborado pela perícia não detalha a aplicação dos recursos por grupo de despesas. Peça menciona que dinheiro custeou “11 estrelas americanas”, mais de 800 figurantes e aproximadamente 350 profissionais durante dois meses de filmagens.

Os pagamentos foram realizados majoritariamente via Pix (88,29%). Segundo a perícia, R$ 18,5 milhões foram transferidos por meio do mecanismo de pagamentos instantâneo.

Veja o detalhamento dos meios de pagamento:

  • Pix (88,29%): R$ 18,5 milhões;
  • boleto (11,18%): R$ 2,3 milhões;
  • TED (0,5%): R$ 104,7 mil;
  • outros lançamentos: R$ 2.463,37.

Custo total da produção

A perícia afirma também que as despesas da produção da Go Up Entertainment Ltda nos Estados Unidos somaram US$ 9,664 milhões (R$ 54,2 milhões), destinadas à cobertura dos custos operacionais vinculados à produção cinematográfica no território americano.

Sendo assim, considerando os gastos nos dois países, a perícia aponta que o custo total de produção totalizou US$ 13,4 milhões, o equivalente a R$ 75,2 milhões. Os recursos foram aplicados pela produtora entre os dias 1° de junho de 2025 e 4 de junho de 2026.

No documento, o Instituto de Perícia Investigativa diz não ter identificado entrada de recursos públicos, repasses governamentais ou financiamentos.

“Tampouco foram localizados valores recebidos a título de patrocínio, sejam eles públicos ou privados, como, por exemplo, recursos advindos de incentivos fiscais, a exemplo da Lei Rouanet”, diz o documento.

Em relação aos investimentos privados, a perícia afirma que a estrutura contratual previa uma remuneração de 20%, ou seja, retorno de R$ 1,20 para cada R$ 1 investido.

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