Os torcedores americanos terão uma semifinal 100% nacional para curtir, nesta sexta-feira (11), quando Ben Shelton e Frances Tiafoe se enfrentam por uma vaga na decisão do US Open, enquanto o cabeça de chave 1, Alexander Zverev, reedita uma rivalidade antiga com o russo Karen Khachanov, em fase de retomada.
Os jogos das semifinais começam a partir das 16h (de Brasília), primeiro com Zverev x Khackanov e, depois, com Shelton x Tiafoe.
A transmissão para o Brasil é feita pela ESPN 2 e pelo Disney+ Premium (streaming).
Shelton superou Alcaraz, atual campeão
Shelton e Tiafoe dividem os holofotes do estádio Arthur Ashe depois de produzirem vitórias dramáticas nas quartas de final.
Shelton, cabeça de chave 8 e o americano mais bem ranqueado da chave, conquistou a maior vitória da carreira ao surpreender o atual campeão, Carlos Alcaraz, em um thriller de cinco sets que terminou às 3h33, o encerramento mais tardio da história do US Open.
O triunfo foi o primeiro de Shelton sobre o heptacampeão de Grand Slam e o tornou apenas o segundo americano em duas décadas a vencer um adversário do top 3 no US Open, depois de seu próximo rival, Tiafoe, que bateu Rafael Nadal a caminho da semifinal de 2022.
Tiafoe também vive campanha de sonho em Nova York
A campanha de Tiafoe nas quartas não foi menos impressionante. O cabeça de chave 11 vive uma quinzena dos sonhos em Nova York e também fez sua mágica, revertendo dois sets de desvantagem para bater o compatriota Alex Michelsen por 5-7, 3-6, 7-5, 6-3 e 7-6(6), alcançando sua terceira semifinal do US Open.
O duelo entre americanos carrega a esperança de uma nação que espera por um campeão de Grand Slam em simples masculino desde a conquista de Andy Roddick, em 2003, com o vencedor já garantido na final de domingo.
No retrospecto entre os dois, Shelton lidera por 3 vitórias a 1, mas o único triunfo de Tiafoe veio justamente nesse cenário: uma vitória em cinco sets sobre o próprio Shelton, na terceira rodada do US Open de 2024. Será o quinto confronto entre eles e o terceiro em Nova York.
Zverev busca 3ª final seguida de Grand Slam
A outra semifinal tem uma dinâmica bem diferente. Zverev avançou pela chave com três vitórias em sets diretos desde a terceira rodada, incluindo triunfo tranquilo sobre Botic van de Zandschulp nas quartas, depois de chegar a Nova York como atual campeão de Roland Garros.
O cabeça de chave 1 busca seu segundo título de Grand Slam da temporada, após conquistar seu primeiro major em Roland Garros, em junho, e enfrentará Khachanov, que retorna a uma semifinal de Grand Slam pela primeira vez desde o Australian Open de 2023.
Khachanov avançou às semis depois que o belga Alexander Blockx abandonou a partida, lesionado, quando perdia por 6-2, 7-5 e 3-2, um caminho mais leve para o russo, de 30 anos, que retomou seu melhor nível em Nova York após cair até a 50ª posição do ranking, depois de já ter estado no top 8 da carreira.
Retrospecto entre alemão e russo favorece Zverev
Zverev e Khachanov, ambos nascidos na década de 1990, já se enfrentaram nove vezes, com vantagem do alemão por 6 a 3, incluindo 5 vitórias em quadra dura. O confronto mais recente foi em Cincinnati, neste ano, quando Zverev vencia com folga antes de o russo abandonar por lesão.
O encontro mais marcante entre os dois aconteceu na final dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, quando Zverev venceu em sets diretos para faturar o ouro, enquanto o único confronto anterior em Grand Slam foi em Roland Garros, em 2018, com virada de Zverev após perder o primeiro set.
O retorno de Khachanov a uma semifinal de US Open, quatro anos após sua campanha de 2022, coloca à prova a caminhada de Zverev rumo à sua primeira final em Nova York desde 2020, quando chegou perto do título antes de sofrer uma derrota amarga para Dominic Thiem.
Zverev é considerado favorito absoluto
Modelos estatísticos e casas de apostas colocam Zverev como amplo favorito para avançar à final, com projeções que variam entre 62% e 83% de chance de vitória sobre Khachanov, um reflexo da consistência do alemão ao longo da temporada de Grand Slams, tendo disputado as quatro semifinais dos majors em 2026.
Já o duelo entre Shelton e Tiafoe é visto como mais equilibrado pelos analistas, apesar de o retrospecto geral favorecer Shelton.
O americano chega embalado pelo título conquistado em Montreal, neste verão do hemisfério norte, além da vitória de peso sobre Alcaraz, mas a familiaridade entre os dois — amigos próximos fora de quadra — é apontada como fator que pode equilibrar ainda mais a partida.
Federer é eternizado no Hall da Fama do Tênis: “Nunca foi o objetivo”

