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TJSC autoriza prisão domiciliar para mulher que fingiu ser adolescente

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
TJSC autoriza prisão domiciliar para mulher que fingiu ser adolescente

A mulher que foi condenada após fingir ser uma adolescente de 12 anos para uma família em Joinville, na Região Metropolitana de Santa Catarina, recebeu, nesta quinta-feira (10), a autorização da Justiça para cumprir prisão domiciliar.

Segundo o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), o benefício foi dado após a constatação de que não há vagas em presídios femininos do estado em pavilhão destino às detentas do regime semiaberto.

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, no entanto, ainda não deixou o presídio, pois há um mandado de prisão preventiva ativo de uma outra ação penal no Rio Grande do Sul, que impede a atualização da pena.

De acordo com a decisão, a progressão da pena valerá a partir de 20 de setembro de 2026.

A decisão considerou a Súmula Vinculante 56 do STF (Supremo Tribunal Federal), que define que, em situações como essa, a Justiça pode recorrer a medidas substitutivas, como, por exemplo, a prisão domiciliar. O juízo também considerou o bom comportamento de Amanda e a ausência de falta grave dentro da prisão.

Entre as condições do novo cumprimento de pena está o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento todos os dias à noite, aos finais de semana e feriados. A mulher também não poderá sair da cidade em dias úteis.

A defesa de Amanda afirmou à CNN Brasil que não irá se manifestar.

Relembre o caso: falsa identidade

Em 20 de agosto, Amanda foi condenada a um ano, seis meses e 10 dias de reclusão por estelionato e a quatro meses e 18 dias de detenção por falsa identidade. Ambas as condenações são em regime inicial semiaberto.

Segundo a polícia, a mulher fingiu ser uma adolescente de 12 anos e viveu como filha adotiva de uma família em Joinville, no norte de Santa Catarina, por cerca de um ano e dois meses.

Amanda usava o nome falso de Gabriele Ferreira dos Santos para evitar que as pessoas descobrissem sua verdadeira identidade.

A família adotiva, porém, começou a estranhar algumas atitudes dela. A tia e o pai adotivos fizeram uma pesquisa na internet e, segundo a polícia, encontraram registros relacionados a casos semelhantes em ao menos cinco estados. Logo depois, denunciaram o caso às autoridades.

Amanda foi descoberta e presa no dia 2 de julho deste ano. Durante o interrogatório policial, segundo a investigação, ela confessou todos os crimes. As investigações apontaram ainda que a mulher possuía registros de ocorrência em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Amanda chegou à família adotiva por intermédio do pastor de uma igreja que havia a acolhido após ela ter relatado ser vítima de maus-tratos por parte do pai biológico.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo