Após a quebra de sigilo das investigações da PF (Polícia Federal) sobre o Banco Master a pedido do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, foi revelado que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro participava de um grupo no WhatsApp com servidores do BC (Banco Central).
O grupo foi criado no dia 2 de outubro de 2025, pelo ex-chefe de supervisão do BC, Belline Santana. Segundo a PF, o objetivo do grupo era a “prestação de uma espécie de consultoria” a benefício de Vorcaro.
Vorcaro enviava documentos do Master e pedia a opinião dos envolvidos para realizar alterações antes de deliberá-los oficialmente ao gabinete dos próprios servidores do BC envolvidos.
Paulo Sérgio de Neves de Souza, o então chefe-adjunto do Desup (Departamento de Supervisão Bancária) do BC e ex-diretor de Fiscalização da instituição também estava do grupo. A PF apontou que ele possuía atuação direta dentro do BC atendendo aos interesses de Vorcaro.
Nas conversas realizadas no dia 13 de outubro de 2025, Vorcaro cogitou a possibilidade de que a Desup retirasse as restrições do BRB (Banco Regional de Brasília) de adquirir carteiras de consignado.

Na sequência, o ex-banqueiro pediu a opinião dos servidores, na qual Paulo Sérgio avaliou como uma decisão difícil, pelo tema estar sob responsabilidade da Procuradoria-Geral do BC.

Ainda assim, foi sugerida por Paulo Sérgio a elaboração de um ofício alegando que todo o recebimento das carteiras estaria em poder do BRB.

