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Justiça aceita denúncia e homem vira réu por morte da namorada em MG

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Justiça aceita denúncia e homem vira réu por morte da namorada em MG

A juíza do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte recebeu a denúncia contra Adalton Martins Gomes, acusado de assassinar a namorada por asfixia e tentar esconder o crime, simulando um suicídio. O crime ocorreu em 9 de fevereiro deste ano, no apartamento da jovem, na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Ele é acusado de feminicídio contra a estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, encontrada sem vida no apartamento onde morava, na Rua Pernambuco.

Giovanna era estudante de Psicologia e de Gestão em Saúde. Após a morte da jovem, o suspeito teria solicitado o reconhecimento de união estável para ficar com o apartamento dela.

Com a decisão da Justiça, tem início formal a ação penal, e o investigado passa a ser oficialmente réu no processo.

Segundo a Justiça, o homem deve apresentar resposta à acusação no prazo de dez dias. A prisão temporária do denunciado foi cumprida em 15 de maio. Em 26 de junho, a prisão foi convertida em preventiva.

A CNN tenta localizar a defesa do acusado. O espaço segue aberto para manifestação.  

Investigação do caso

Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio pela cena do crime. A Polícia Civil encontrou a mulher morta em seu apartamento com um vidro do medicamento clonazepam vazio, além da vítima ter histórico de depressão e já ter tentado tirar a própria vida anteriormente.

Após a autópsia, a PC descobriu sinais na boca e alguns sinais internos de obstrução dos orifícios, que apontaram como causa da morte asfixia mecânica por sufocação direta – mudando a ocorrência para feminicídio. 

Segundo as investigações, o casal estava junto há cerca de quatro meses. Logo em seguida do início do namoro, ele teria se mudado para casa dela e estavam morando juntos. Familiares e amigos próximos da vítima relataram à Polícia que, depois do relacionamento, ela teria se afastado deles, mudado a forma de se vestir. Para corporação, ela teria tido um “retraimento social”.

Depois da morte da namorada, o acusado continuou morando em seu apartamento e proibiu a entrada da mãe dela no imóvel. De acordo com as diligências, no mesmo dia do enterro, ele teria entrado com a solicitação para reconhecimento de união estável.

O suspeito ainda teria mandado áudios para a família e amigas da vítima dizendo que a mulher “morreu em meus braços”.

A corporação teve acesso a câmeras de segurança do local, que mostram o suspeito saindo do prédio horas depois do horário da morte da vítima.

A polícia ainda aponta que a ex-mulher fez registro, recentemente, de violência psicológica e perseguição. O suspeito também tem registro de importunação sexual contra uma outra mulher, e que vizinhos relataram ter diversos conflitos com ele.

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