O contrato futuro do açúcar para entrega em março caiu 3,14% nesta sexta-feira (11) e encerrou a sessão na bolsa de Nova York negociado a 19,75 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo o Barchart, a queda foi influenciada pelo recuo de mais de 2% nos preços do petróleo bruto WTI, após a forte valorização de 6,7% registrada na sessão anterior, quando a commodity atingiu a maior cotação em três meses e meio.
A baixa do petróleo reduz a sustentação aos preços do etanol e pode alterar a decisão das usinas sobre o destino da cana-de-açúcar. Com o combustível menos valorizado, a tendência é de que parte das unidades priorize a produção de açúcar em detrimento do etanol.
Cacau
Os preços do cacau encerraram o dia praticamente estáveis na bolsa de Nova York, após devolverem parte dos ganhos registrados no início da semana. O contrato para entrega em dezembro caiu 0,02% e fechou negociado a US$ 5.961 por tonelada.
Segundo o Barchart, o mercado encontrou suporte ao longo da semana com a perspectiva de aumento na remuneração dos produtores de Gana. Na quarta-feira, o órgão regulador da indústria cacaueira do país propôs reajuste de 6% no pagamento aos produtores para a safra 2026/27.
A medida pode estimular os produtores ganeses a segurar parte das vendas e esperar preços mais elevados pelo cacau. Esse comportamento tende a restringir a oferta disponível no mercado e pode dar sustentação às cotações internacionais.
Café
Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro recuou 0,85% nesta sessão e encerrou a sessão negociado a US$ 2,85 por libra-peso.
Segundo o Barchart, as cotações ficaram próximas da mínima de sete semanas registrada na sessão anterior, pressionadas principalmente pelo aumento das exportações brasileiras. Dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) mostraram que os embarques totais de café do país cresceram 31% em agosto, na comparação anual, para 4,155 milhões de sacas, o maior volume já registrado para o mês.
As exportações de café arábica avançaram 26%, para 2,87 milhões de sacas, enquanto os embarques de robusta aumentaram 54%, para 953.592 sacas. Com o encerramento da safra brasileira, o maior volume disponível para exportação amplia a oferta no mercado internacional e pesa sobre os preços.
O cenário de oferta também ganhou força após a OIC (Organização Internacional do Café) projetar uma safra mundial recorde para 2025/26. A entidade estima produção de 183,6 milhões de sacas, alta de 4,4% em relação ao ciclo anterior, enquanto o consumo deve recuar 0,9%, para 180,6 milhões de sacas.
Algodão
A combinação de exportações norte-americanas abaixo das expectativas e fatores externos pressionou os preços do algodão neste pregão na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em dezembro caiu 2,45%, para 86,06 centavos de dólar por libra-peso.
De acordo com o Barchart, os contratos futuros recuaram entre 140 e 147 pontos durante a sessão, mesmo após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduzir a projeção para a produção do país.
O relatório de produção agrícola do USDA mostrou corte de 22 libras na produtividade, para cerca de 870 quilos por hectare. A estimativa de produção foi reduzida em 410 mil fardos, para 13,2 milhões de fardos.
O relatório mensal de oferta e demanda do USDA também apontou redução nos estoques norte-americanos. A previsão para os estoques da safra antiga caiu em 50 mil fardos, para 4,15 milhões de fardos, enquanto os estoques ao fim da nova safra foram reduzidos em 400 mil fardos, para 3,6 milhões de fardos.
Suco de Laranja
O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em novembro finalizou com valorização de 1,04% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,42 por libra-peso.

