O PT (Partido dos Trabalhadores) publicará ainda nesta quarta-feira (10) uma resolução interna em que reforçará a defesa de uma reforma do Judiciário e abrirá discussões sobre a adoção de mandatos para os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e de outras cortes superiores.
“É abrir o debate sobre mandatos. Não especificamos ou detalhamos [a proposta]. Temos que levantar a voz e sermos mais enfáticos no que defendemos, uma reforma do Poder Judiciário, que é uma bandeira histórica do PT”, disse Edinho Silva, presidente da sigla e coordenador-geral da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.
A sigla também reforçará o apelo por uma ampliação da participação da sociedade civil no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), que são órgãos de controle do Judiciário.
A sigla convocou uma reunião da Executiva Nacional para esta quinta-feira (10) para discutir a crise no STF, os impactos para a campanha do presidente Lula e as medidas de reação.
A avaliação interna do partido é de que a conjuntura mudou completamente após a eclosão da crise e de que é preciso um freio de arrumação na campanha diante dos resultados pessimistas das últimas pesquisas.
A campanha de Lula pretende “radicalizar” mais os discursos e focar mais a linha propositiva em áreas como segurança pública e educação, enfatizando feitos do governo Lula e traçando comparativos com o governo Bolsonaro.
O PT também pretende energizar a militância, ter mais ações nas ruas e frisar que Lula continua à frente do adversário Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas. A reação também deve passar por uma mudança de tom nos programas de rádio e TV na propaganda eleitoral.

