O Exército dos Estados Unidos informou na madrugada desta quarta-feira (9) que três pessoas morreram em um ataque contra uma embarcação no Mar do Caribe, o mais recente de uma série de ofensivas que Washington afirma ter como alvo “narcoterroristas”, mas que são condenadas por organizações de direitos humanos como execuções extrajudiciais.
Segundo o SOUTHCOM (Comando Sul dos EUA), foi realizado um “ataque cinético letal contra uma embarcação de alta velocidade que operava em rotas conhecidas de tráfico de drogas no Caribe.”
Um vídeo do ataque foi compartilhado nas redes sociais:
On September 9, under the direction of #SOUTHCOM, Joint Task Force Western Hemisphere executed a lethal kinetic strike on a go-fast vessel operating along established narco-trafficking routes in the Caribbean. Confirmed intelligence revealed the vessel’s active involvement in narco-trafficking. The operation killed three narco-terrorists. #JTFWHEM @DeptofWar @SecWar
— U.S. Southern Command (@Southcom) September 10, 2026
O comando citou “informações de inteligência confirmadas” para alegar que a embarcação estava envolvida ativamente com o tráfico de drogas, sem fornecer mais detalhes.
O governo do presidente Donald Trump afirma que as embarcações atingidas desde setembro de 2025 transportavam drogas, e os ataques do Exército dos EUA contra essas embarcações no Caribe e no Pacífico Oriental mataram mais de 220 pessoas.
Especialistas e defensores dos direitos humanos, nos Estados Unidos e em outros países, questionaram a legalidade dos ataques. A Human Rights Watch, a Anistia Internacional e especialistas independentes da ONU classificaram os ataques como execuções extrajudiciais ilegais. A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) classificou as alegações do governo Trump contra os alvos como “afirmações infundadas e que buscam disseminar o medo”.
O que é a Gaesa, grupo que ocupa o centro das tensões entre os EUA e Cuba?

