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Dark Horse: Bia Kicis e Marcos Pollon enviaram emendas para o filme

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Dark Horse: Bia Kicis e Marcos Pollon enviaram emendas para o filme

Os deputados federais Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) enviaram emendas parlamentares para a realização do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo aponta a PF (Polícia Federal).

A informação consta na decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou nesta quinta-feira (10) uma operação da PF no âmbito do caso.

De acordo com a Polícia Federal, Marcos Pollon enviou R$ 1 milhão para a Academia Nacional de Cultura, presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora do longa-metragem e um dos alvos da operação da hoje. Por sua vez, Bia Kicis direcionou R$ 150 mil à mesma instituição.

Os repasses, explica a PF, foram destinados, “por intermédio do Governo do Estado de São Paulo, ao projeto denominado ‘Heróis Nacionais’, não tendo havido, até a presente data, repasse de qualquer valor a essa entidade, em razão de óbices normativos e técnicos na celebração do respectivo termo de parceria”.

A CNN Brasil tenta contato com os deputados federais Bia Kicis e Marcos Pollon. O espaço está aberto para manifestação dos parlamentares.

O que diz a PF

“Ademais, a Academia Nacional de Cultura (ANC), inscrita no CNPJ sob o nº 38.244.438/0001-98, também presidida por Karina Ferreira da Gama, foi indicada como beneficiária de emendas parlamentares de autoria dos Deputados Federais Marcos Pollon (emenda nº 202444200010, no valor de R$ 1.000.000,00) e Bia Kicis (emenda nº 202439190003, no valor de R$ 150.000,00), destinadas, por intermédio do Governo do Estado de São Paulo, ao projeto denominado “Heróis Nacionais”, não tendo havido, até a presente data, repasse de qualquer valor a essa entidade, em razão de óbices normativos e técnicos na celebração do respectivo termo de parceria.”

Entenda o caso

A PF (Polícia Federal) cumpre nesta quinta-feira 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao financiamento do filme “Dark Horse“, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Karina Gama, dona da produtora responsável pela produção do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) estão entre os alvos.

A operação Make Up foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), e apura supostas irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares repassadas ao ICB (Instituto Conhecer Brasil), de Karina.

A suspeita é de que parcela do valor total não teria comprovação de utilização, por meio de nota fiscal.

Ao todo, são 53 alvos, sendo 29 pessoas físicas e 24 pessoas jurídicas. Foram cumpridos mandatos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, em ação conjunta com a CGU (Controladoria-Geral da União).

As investigações apontam a existência de uma “organização criminosa formada por agentes públicos e privados”, que é suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados.

Além dos mandatos cumpridos pelos agentes, Dino também determinou que os 29 investigados não poderão sair do país sem autorização, assim como estão proibidos de se comunicar entre si.

O financiamento do filme “Dark Horse” é alvo de dois inquéritos no STF. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça e o outro, que mira o possível direcionamento de emendas, tem Dino como relator.

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