Uma apoiadora da Bancada Feminista do PSOL foi abordada por policiais militares na manhã desta quarta-feira (9), enquanto realizava panfletagem política nas proximidades da estação Vila Sônia do metrô, na zona Sul de São Paulo.
Segundo o relato da mulher, de 33 anos, ela foi imobilizada, levada ao chão, algemada e detida durante a abordagem, que teria contado com a participação de pelo menos sete policiais.
Um vídeo obtido pela CNN Brasil mostra o momento da ocorrência. Veja:
A apoiadora afirma ainda que os policiais apreenderam o material de campanha que ela carregava. Ela realizava panfletagem em apoio à Bancada Feminista do PSOL e ao candidato Guilherme Cortez.
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que a mulher desobedeceu a uma orientação dos policiais para retirar uma bancada que, segundo a corporação, atrapalhava o fluxo de pedestres na calçada.
A mulher foi conduzida ao 89º DP (Jardim Taboão), onde o caso foi registrado como desobediência. De acordo com a SSP, ela foi liberada na sequência, assim como os materiais que haviam sido apreendidos durante a abordagem.
O que diz o PSOL
Segundo o PSOL, a apoiadora, uma mulher negra e trans, realizava panfletagem em via pública, atividade que vinha desempenhando desde o início da campanha eleitoral, quando foi abordada de forma “truculenta” por policiais militares.
O partido afirma que a mulher foi imobilizada, algemada e conduzida ao 89º DP, na Vila Suzana, zona Sul da capital. De acordo com o boletim de ocorrência, os agentes participavam da Operação Delegada, voltada à fiscalização de ambulantes e do comércio ilegal na cidade.
O PSOL contesta a versão apresentada pela polícia e afirma que a ocorrência não menciona a apreensão do material de campanha. O partido também diz que a apoiadora já foi liberada e que a ação foi registrada em vídeo.
“A apoiadora estava cumprindo as regras da propaganda eleitoral, panfletando em via pública. Existe, sim, uma perseguição às candidaturas de esquerda e vamos tomar providências e denunciar a ação violenta dos policiais à Corregedoria e à Ouvidoria da Polícia”, afirmou Paula Nunes, codeputada estadual da Bancada Feminista do PSOL-SP.

