O Rei Harald V da Noruega será sepultado nesta quarta-feira (9), em uma série de cerimônias que marcam o desfecho de 13 dias de luto nacional após sua morte, aos 89 anos.
Harald, um reformador que passou mais de três décadas no trono — tendo emergido gradualmente da sombra de seu pai, popular e carismático —, faleceu em um momento de múltiplas crises para a família real norueguesa.
Uma procissão a pé, do Palácio Real até a Catedral de Oslo, terá início às 12h00 (7h, em Brasília), seguida por uma cerimônia religiosa por volta das 13h00 (horário local / 08h, em Brasília). A cerimônia começará com um minuto de silêncio em todo o país.
Entre os convidados esperados estão o Príncipe William e a Princesa Anne, do Reino Unido; o Príncipe Herdeiro Akishino e a Princesa Herdeira Kiko, do Japão; o Rei Felipe, a Rainha Letizia e a Rainha Sofia, da Espanha; a família real da Suécia; e o Rei Frederik e a Rainha Mary, da Dinamarca.
Chefes de Estado de todo o mundo também foram convidados.
A nova rainha vai comparecer?
Espera-se que a Rainha Mette-Marit, de 53 anos, compareça, mas ela viajará de carro com a viúva de Harald, a Rainha Sonja, de 89 anos, visto que ainda se recupera de um transplante de pulmão realizado em junho.
Na semana passada, Mette-Marit teve de cancelar planos de comparecer à cerimônia de juramento de seu marido, o Rei Haakon VIII, no Parlamento, devido a complicações decorrentes de sua cirurgia.
Seu filho, Marius Borg Hoiby — fruto de um relacionamento anterior ao casamento com Haakon —, também deve comparecer ao funeral, apesar de estar em prisão domiciliar e usar tornozeleira eletrônica após sua condenação por estupro e violência doméstica. Ele está recorrendo da sentença.
Hoiby foi um dos carregadores do caixão durante o traslado para a capela real, fato que gerou críticas em alguns setores na Noruega e no exterior.
Após a cerimônia de quarta-feira, um cortejo menor acompanhará o caixão até a cripta real na Fortaleza de Akershus, com vista para o porto de Oslo. Lá, o caixão de Harald será colocado em um sarcófago, ao lado dos de seus pais.
Quando Haakon sair da cripta, o período de luto nacional terminará formalmente, e as bandeiras, que estavam a meio mastro desde a morte de Harald, serão içadas novamente.
Um rei popular
A polícia norueguesa afirmou que a operação de segurança para o funeral é a maior já planejada pela corporação, com a previsão de grandes multidões no centro de Oslo. Alunos serão autorizados a faltar às aulas para acompanhar o funeral.
Centenas de milhares de noruegueses prestaram homenagens a Harald deixando flores, velas e bandeiras em frente ao Palácio Real ou passando diante de seu caixão na capela real.
Muitas pessoas enlutadas elogiaram a cordialidade e a postura inclusiva de Harald, enquanto Haakon o descreveu como um pai maravilhoso em seu primeiro pronunciamento à nação como soberano.
A monarquia continua amplamente popular: 72% dos noruegueses a apoiam, enquanto 20% preferem uma república ou outra forma de governo, segundo uma pesquisa do instituto Norstat para a emissora NRK publicada em 1º de setembro — a primeira sondagem realizada desde a morte de Harald.

