A Land Rover revelou oficialmente o Defender Wolf Series II, a nova geração do clássico utilitário de uso militar. Desenvolvido no Reino Unido, o modelo rompe com uma tradição de mais de sete décadas ao abandonar a construção sobre chassi de longarina em favor da estrutura monobloco D7x, a mesma plataforma empregada nas versões civis da linha.
A novidade mira diretamente a licitação LMV (Light Mobility Vehicle) do Ministério da Defesa do Reino Unido, um contrato estimado em cerca de 750 milhões de libras (cerca de R$ 5,2 bilhões) para substituir a frota atual do exército.
Para atender aos requerimentos oficiais, a fabricante criou a divisão dedicada Defender Defence Division e apresentará quatro variações da plataforma durante o evento British Army DVD 2026, no campo de provas de Millbrook:
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Veículo de mobilidade tática: voltado para operações rápidas em terrenos de combate
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Veículo de mobilidade geral: focado no transporte regular de tropas e suprimentos
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Ambulância militar: configurada para resgate e atendimento em campo
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Utilitário leve: plataforma versátil para apoio logístico e cargas gerais
Monobloco reforçado e engenharia de campo

A transição para o monobloco de alumínio D7x traz um ganho significativo de rigidez torcional, atingindo 29 kNm/grau, valor três vezes superior ao de arquiteturas tradicionais com chassi separado. Segundo a fabricante, essa rigidez estrutural aumenta a capacidade de carga útil e melhora o comportamento dinâmico sob condições severas.
O processo de validação incluiu mais de 62.000 testes de engenharia e a aprovação no procedimento Extreme Event Test da JLR. O utilitário acumulou milhões de quilômetros em testes climáticos que variaram de temperaturas de 50 °C em desertos a 40 °C negativos no Ártico, além de testes em altitudes de até 3.000 metros nas Montanhas Rochosas. Em demonstração no campo de provas do exército britânico, a Land Rover afirma que a plataforma foi a única a superar todos os obstáculos propostos.
Visivelmente, o Wolf Series II se diferencia pelas proteções metálicas nas luzes em LED, para-choque dianteiro em aço projetado para uso severo, rodas de aço com pneus de cravos altos e bagageiro de teto reforçado equipado com estepe funcional.
Motorização e concorrência no setor

Sob o capô, a Land Rover confirma que o propulsor é produzido na fábrica da marca em Wolverhampton, na Inglaterra. A empresa ainda não divulgou números de potência ou torque, mas a origem indica o uso dos motores da família Ingenium de quatro ou seis cilindros em linha, descartando o V8 4.4 biturbo de origem BMW aplicado à versão Octa. O modelo conta com o sistema Terrain Response 2, com modo de travessia de trechos alagados e controle de cruzeiro fora de estrada configurável.
A concorrência para o fornecimento às forças armadas britânicas será acirrada. O Wolf Series II disputará a licitação contra rivais de peso, incluindo versões militarizadas do Ineos Grenadier (construído sobre chassi de longarina e eixos rígidos), derivativos do Chevrolet Colorado e Infantry Squad Vehicle desenvolvidos pela GM, configurações logísticas da Toyota Land Cruiser Série 70 e modelos baseados na picape Ford Ranger.
Com testes operacionais previstos para iniciar no fim de outubro de 2026, a nova divisão da Land Rover planeja ofertar o Defender Wolf Series II também para forças armadas internacionais, órgãos de resgate e segurança governamental em todo o mundo.
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