O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF (Polícia Federal).
Andrei havia sido afastado na terça-feira (8) por decisão do ministro André Mendonça, também do STF. Ao determinar a volta de Andrei, Dino afirmou haver irregularidades processuais na decisão anterior e questionou, entre outros pontos, a própria legitimidade do pedido que havia levado ao afastamento.
Caiado, que havia defendido na terça-feira a decisão de Mendonça de afastar Andrei, criticou a nova decisão e afirmou que ela coloca em risco a segurança jurídica e a credibilidade do Supremo.
“A recondução coloca em risco aquilo que já foi tomado por uma turma. E isto realmente mostra que está faltando comando no país, está faltando um rumo para o país. Essa atitude, cada vez mais, coloca em risco a credibilidade dessa instituição”
Ronaldo Caiado, candidato a presidente
Em uma publicação na rede social X, o candidato foi mais duro nas críticas a Dino.
“Ministros do Supremo passaram de todos os limites, mas a postura de Flávio Dino supera qualquer patamar. Virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica. Ditadura da Toga, não!”, escreveu.
Durante uma agenda de campanha nesta quarta-feira, Caiado voltou a criticar a atuação do Supremo e afirmou que o Estado Democrático de Direito estaria “ruindo completamente”. “A podridão, ela está tomando uma proporção tão grande que ela é invasiva”, disse.
Segundo o candidato, a crise institucional já teria efeitos sobre a vida cotidiana dos brasileiros. Caiado citou ainda corrupção e insegurança jurídica como problemas que, em sua avaliação, atingem o país.
As críticas ocorrem em meio a uma escalada de decisões e manifestações de ministros do STF envolvendo a Polícia Federal.
Críticas a adversários
Ao comentar sobre a possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) vencerem o pleito de outubro, Caiado avaliou que o Brasil poderá enfrentar um cenário de ingovernabilidade e reação popular.
Segundo o candidato, os dois nomes estão entre os mais rejeitados e, na avaliação dele, estão envolvidos em problemas semelhantes relacionados à corrupção. Por isso, não teriam condições de promover a pacificação do país e garantir governabilidade.
“Se você amanhã mantém esse jogo entre dois candidatos que são os mais rejeitados e que estão envolvidos em problemas semelhantes de corrupção, essas duas pessoas não terão a condição de promover uma pacificação do país e muito menos trazer governabilidade ao Brasil”, afirmou.
Para Caiado, caso Lula ou Flávio assumam a Presidência, o país poderá entrar em um quadro de reação popular. “O Brasil não terá governabilidade. Em um ano você vai ver o país entrar num quadro de reação popular”, declarou.

