A lição das tartarugas

As tartarugas-gigantes são uma curiosidade para nós hoje, algo que só podemos ver viajando para dois lugares no mundo: as Ilhas Galápagos ou o Atol de Aldabra, no Oceano Índico. E, no entanto, elas foram as primeiras espécies de megafauna a se espalharem pela Ásia, América do Sul e América do Norte. Até apenas 10.000 anos atrás, elas habitavam áreas tão ao sul quanto a Flórida.

As Ilhas Galápagos têm sido palco de um trabalho de conservação extraordinário, um esforço colaborativo entre o governo, organizações civis e a população local. Esse trabalho resultou na reprodução em cativeiro e na soltura de mais de 9.000 tartarugas-gigantes na natureza ao longo dos últimos 60 anos.

Mas a recuperação completa leva tempo. A lição das tartarugas é uma lição de paciência. “Elas crescem lentamente, sim, mas são muito firmes e persistentes. É como a fábula da lebre e da tartaruga: no final, a tartaruga vence a corrida”, reflete Gibbs.

E, ao mesmo tempo, são extraordinariamente nobres. Como diz Gibbs: “São criaturas tão resilientes, longevas e tenazes que, na verdade, nos permitiram resolver alguns dos problemas que criamos.”

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