Últimas

Defesa de PM alega inocência e diz que esposa apresentava crises

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Defesa de PM alega inocência e diz que esposa apresentava crises

A defesa do policial militar Vinicius Costa Silva apresentou, nesta terça-feira (8), uma petição com novos elementos que podem integrar a investigação sobre a morte de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, esposa do oficial.

No documento enviado à Delegacia Civil de Embu das Artes, o advogado do agente nega que ele tenha assassinado a própria esposa e expõe uma crise no relacionamento do casal.

Vinicius está preso desde segunda-feira (7), e é apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito pela morte da mulher, que foi encontrada no banheiro da própria casa com uma bala alojada na cabeça. 

A petição apresenta mensagens trocadas entre Larissa e a irmã do suspeito. Nos diálogos, a mulher afirmava que estava exausta e que não era ouvida pelo marido: “Tô tão saturada”; “Cansada de tentar fazer o meu melhor”, escreve ela à cunhada.

Larissa também demonstrava tentativas de conversa com Vinicius para salvar o relacionamento, afirmando que o agente estava frio e distante dela.

No entanto, a defesa do oficial diz que as mensagens demonstram um estado de dependência emocional da vítima ao agente, afirmando que ela não aceitava o fim do relacionamento. Os advogados apontam também que, nos relatos, não há indícios de violência por parte do investigado com a esposa.

Em contrapartida, a versão se contradiz com o que a família de Larissa apresenta. Eles alegam que a técnica de radiologia seria incapaz de tirar a própria vida e que Vinicius seria o autor do crime.

Por outro lado, exames periciais também apontaram inconsistências entre o relato do marido e a trajetória do projétil, o que fez com que a polícia solicitasse a prisão do suspeito.

O policial militar foi preso na segunda-feira (7) durante o velório de Larissa. Conforme apurado pela CNN Brasil, Vinicius chegou ao local, mas familiares da vítima não permitiram que ele entrasse para participar da cerimônia.

Perícia apresentou contradições no caso

Segundo a polícia, a médica legista observou dados considerados “curiosos” em relação à trajetória da bala e à forma como Larissa foi encontrada.

A análise dos elementos reunidos até o momento fez com que a polícia não descartasse a possibilidade de crime. De acordo com a delegada responsável pelo caso, a conclusão foi baseada nos exames periciais e em outros dados obtidos durante as investigações preliminares.

A Justiça autorizou a prisão temporária, que foi cumprida nesta segunda-feira com apoio da Corregedoria da Polícia Militar e do batalhão ao qual Vinicius pertence. Após a prisão, o soldado foi conduzido à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça.

Relembre o caso

A esposa de um soldado da Polícia Militar foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro de uma residência no bairro Chácaras Bartira, em Embu das Artes, região Metropolitana de São Paulo, na manhã deste domingo.

Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi localizada no banheiro do imóvel ao lado de uma arma de fogo pertencente ao marido, que teria acionado a emergência após encontrar o corpo.

À polícia, o soldado Vinicius Costa Silva, de 26 anos, relatou que a esposa teria tirado a própria vida. Em depoimento, ele afirmou que os dois discutiram durante a manhã sobre o encerramento da relação conjugal.

O soldado contou ainda que em dado momento, acordou com o barulho de um disparo e, ao procurar a esposa, a encontrou caída no banheiro. Ele acionou o resgate, mas segundo o relato, Larissa já estava morta.

A arma utilizada pertencia ao policial e, de acordo com o registro, era de uso particular. O armamento ficava guardado na gaveta da cômoda do quarto e foi encontrado ao lado do corpo da mulher.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que investiga todas as circunstâncias do caso, que foi registrado como morte suspeita.

Veja também: Investigação indica manipulação da cena para forjar suicídio de PM morta