O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) disse, nesta terça-feira (8), que o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), tomou uma decisão “corajosa” ao afastar o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues.
“Mais uma decisão firme e corajosa do ministro André Mendonça. Quem me conhece sabe que sempre defendi lei e ordem caminhando juntas, sem espaço para politização”, escreveu Caiado nas redes sociais.
“As instituições de Estado precisam agir com tal imparcialidade e respeito rigoroso à Constituição. É assim que uma autoridade de verdade exerce o seu papel. O Brasil precisa de postura firme no STF e em qualquer outra instituição do país!”, concluiu.
Veja a publicação:
Mais uma decisão firme e corajosa do ministro André Mendonça. Quem me conhece sabe que sempre defendi lei e ordem caminhando juntas, sem espaço para politização. As instituições de Estado precisam agir com total imparcialidade e respeito rigoroso à Constituição. É assim que uma…
— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) September 8, 2026
O posicionamento de Caiado diz respeito à decisão de Mendonça, que determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da PF.
A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS.
Segundo Mendonça, os relatórios revelam um “monitoramento sistemático e ilegal“, realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado-geral da União, Jorge Messias.
De acordo com a decisão, Moraes teria tido “notícias da existência” dos relatórios antes de sua utilização e eles teriam sido empregados em uma tentativa de incluir Mendonça no “Inquérito das Fake News”.
Na sequência, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter Andrei Rodrigues afastado da direção da PF. O julgamento, porém, está suspenso por pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Gilmar Mendes, Mesmo sem a proclamação do resultado colegiado, o afastamento preventivo segue válido por se tratar de uma decisão liminar.
Vorcaro e Andrei
Na semana passada, a CNN mostrou que Daniel Vorcaro disse em depoimento que a negociação para firmar uma delação premiada não evoluiu porque envolveria Andrei Rodrigues. A declaração foi dada ao gabinete do ministro André Mendonça em uma oitiva sem a participação da PF.
Vorcaro disse que Andrei viajou com ele para eventos, que os dois tiveram uma relação pretérita e que, na visão dele, por isso, os delegados da Polícia Federal não quiseram escutar o ex-dono do Banco Master.
Segundo ele, não existiu abertura de ser escutado e existem pessoas que não querem que os fatos que ele tem para revelar sejam expostos. Ele afirmou ainda que uma eventual delação premiada envolve “pessoas de um núcleo político”.
Conforme revelou a CNN, neste mesmo depoimento ao gabinete de André Mendonça, Vorcaro sinalizou disposição para fazer uma nova tentativa de colaboração premiada, desta vez com elementos sobre sua relação com o diretor-geral da PF.

