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Irã reagirá se agência da ONU aprovar resolução contra país, diz porta-voz

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Irã reagirá se agência da ONU aprovar resolução contra país, diz porta-voz

O Irã reagirá caso a agência nuclear da ONU (Organização das Nações Unidas) aprove uma resolução contra o país, afirmou nesta segunda-feira (7) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei. As informações são da agência de notícias semioficial Fars.

Ele acrescentou que os países europeus que buscam uma resolução da ONU contra o Irã são “irracionais”, porque a guerra com os Estados Unidos tornou as instalações nucleares iranianas inacessíveis.

Baghaei afirmou ainda que uma delegação do Catar chegou a Teerã no domingo (6) e teve “boas conversas” com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, com o objetivo de reduzir as tensões.

“Eles [a delegação do Catar] tiveram reuniões produtivas com o ministro Araghchi e, como já afirmamos anteriormente, a diplomacia é uma questão dinâmica e contínua”, disse Baghaei, segundo a Fars.

Baghaei acrescentou que, “nas últimas semanas, recebemos delegações de Omã e do Paquistão” e que continuam os contatos entre o Irã e “alguns países da região que há muito tempo trabalham para ajudar a reduzir as tensões”.

O Catar se tornou um importante mediador nos esforços para reduzir as tensões entre Teerã e Washington e também manifestou apoio às negociações diplomáticas em andamento entre Omã e Irã para estabelecer um corredor marítimo conjunto temporário e remover minas para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.

No mês passado, o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, se reuniu com uma série de autoridades iranianas de alto escalão em Teerã em meio aos esforços para reduzir as tensões.

Ameaça contra Coreia do Sul

Ainda nesta segunda-feira (7), o porta-voz Esmail Baghaei alertou a Coreia do Sul contra a participação em operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Segundo ele, a presença ou participação de militares sul-coreanos seria considerada “apoio direto” a Washington e levaria a “sérias consequências”.

“Dado que o povo iraniano está atualmente se defendendo contra os atos de agressão dos EUA… a presença militar ou participação de outro país em operações no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz seria inevitavelmente considerada apoio direto à parte responsável pelos atos de agressão e levaria a sérias consequências”, escreveu no X Esmail Baghaei, em coreano.

이란과 대한민국의 관계는 64년이 넘는 역사를 지니고 있으며, 양국 관계는 줄곧 상호 존중을 바탕으로 발전해 왔습니다. 이란은 대한민국과의 우호 관계를 매우 중요하게 여기고 있습니다.

그러나 현재 이란 국민이 미국의 침략적 행위에 맞서 자위하고 있으며, 여성과 어린이를 상대로 한 미국의… pic.twitter.com/ThlIXzIyIN

— Esmaeil Baqaei (@IRIMFA_SPOX) September 7, 2026

Seul vem sofrendo pressão dos Estados Unidos para participar das operações americanas contra o Irã no Estreito de Ormuz.

No mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter perguntado ao presidente da Coreia do Sul se o país gostaria de se juntar aos EUA na “desnuclearização da República Islâmica do Irã”, e que a resposta havia sido: “Não, obrigado!”.

Trump frequentemente critica aliados que não apoiaram os Estados Unidos na guerra.

Posteriormente, a Coreia do Sul afirmou estar “em estreita comunicação com os EUA sobre formas concretas e militares de contribuir” para a liberdade de navegação no estreito e disse participar de discussões internacionais.

Na sexta-feira (4), uma autoridade sul-coreana afirmou que o governo avalia opções de envio de tropas para missões de combate e não combatentes. Segundo a autoridade, o governo está em consultas com Estados Unidos, Reino Unido e França sobre o possível envio, mas nenhuma decisão foi tomada.

*Com informações de Gawon Bae, Yoonjung Seo and Nadeen Ebrahim, da CNN, e da Reuters

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

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