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Chanceler de Cuba diz que não há negociação com EUA e critica bloqueio

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Chanceler de Cuba diz que não há negociação com EUA e critica bloqueio

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou nesta segunda-feira (7) que não há negociações em curso com os Estados Unidos, nem planos para futuras tratativas.

A declaração foi feita em meio ao que o ministro chamou de bloqueio “genocida”, que, ainda segundo o país da América Central, causou prejuízos econômicos superiores a US$ 8 bilhões (aproximadamente R$ 40,1 bilhões) no último ano.

“Não há negociações ou agendas, embora permaneça à disposição para manter contato, apesar da falta de progresso”, disse chanceler a jornalistas em uma coletiva de imprensa em Havana.

Rodríguez afirmou que os prejuízos causados ​​pelo embargo comercial dos EUA contra Cuba, em vigor há décadas, aumentaram 7% em 2025 em relação ao ano anterior.

A autoridade de Cuba contou que o impacto financeiro na economia do país se agravaria drasticamente nos primeiros meses de 2026, após a administração de Donald Trump impor um bloqueio de petróleo à ilha, medida que praticamente dizimou a produção e provocou apagões em todo o país, chegando a durar dias.

“O bloqueio não pune o governo; ele pune cada pessoa (na ilha) de todas as formas”, afirmou o diplomata cubano.

“Significa passar longos meses vivendo com apenas 2 ou 3 horas de eletricidade por dia — ou menos —, com alimentos estragando, calor que torna impossível dormir e crianças fazendo o dever de casa quase na escuridão”, acrescentou.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as declarações.

Os EUA, que consideram o governo cubano uma ameaça à segurança nacional, já haviam declarado anteriormente que o bloqueio e o endurecimento das sanções são necessários para forçar uma mudança no governo comunista, que é acusado pela administração Trump de restringir os direitos econômicos e humanos dos cubanos.

A ONU classificou as sanções de Trump e o bloqueio de recursos energéticos como violações do direito internacional. Em agosto, uma equipe de especialistas da ONU alertou para o risco crescente de surtos de doenças na ilha à medida que os EUA intensificavam as sanções.

Recentemente, os EUA também emitiram um alerta de saúde sobre um aumento de doenças intestinais e diarreia causadas pelas falhas no abastecimento de água e eletricidade em Cuba.

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