Últimas

Presidente do Santos defende renegociação das dívidas dos times com Governo

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Presidente do Santos defende renegociação das dívidas dos times com Governo

O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, revelou que o passivo do clube aumentou em R$ 250 milhões nos últimos dois anos por conta de impostos e da adesão ao Profut. O dirigente defendeu uma nova negociação das dívidas dos clubes com o Governo Federal.

A avaliação de Teixeira é de que o atual nível das taxas de juros dificulta a recuperação financeira das equipes. Para ele, mesmo clubes que controlam os gastos enfrentam dificuldades para reduzir débitos acumulados de gestões anteriores.

Clubes buscam alternativa para as dívidas

Marcelo Teixeira destacou uma iniciativa conjunta de clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro para discutir com o Governo Federal alternativas para o pagamento das dívidas.

A proposta, segundo o presidente santista, é encontrar um modelo que reduza o peso dos juros e impeça que os passivos continuem crescendo de forma acumulativa.

“A cada período do exercício do Santos, durante esse período de dois anos da gestão, nós tivemos um aumento de 250 milhões decorrente apenas dos impostos e da adesão ao Profut”, afirmou Teixeira em entrevista ao Rica Perrone.

“Você tem uma bola de neve correndo contra os clubes”

Na avaliação do presidente do Santos, os clubes acabam direcionando receitas para compromissos do dia a dia, sem conseguir atacar de maneira significativa as dívidas históricas.

“Por mais que você controle financeiramente a sua agremiação, você tem uma bola de neve correndo contra os clubes”.

“É impossível você zerar. Qual a lógica do futebol brasileiro hoje? Você negocia jogadores para você pagar aquilo que é uma rotina diária, mas os valores acabam não sendo suficientes, porque as dívidas passadas são maiores e recorrentes”, completou.

Teixeira também criticou o impacto dos encargos sobre os débitos antigos. Segundo ele, não se trata apenas de correções comuns de empréstimos, mas de valores que acabam crescendo de forma significativa ao longo do tempo.

“Não são juros normais ou correções de empréstimos bancários, são ainda maiores, porque foram feitos no passado, exclusivamente, para clubes de futebol”, completou.

Santos pagou R$ 126 milhões em dívidas

Marcelo Teixeira também citou os esforços do Santos para cumprir compromissos herdados de administrações anteriores.

Em 2024, quando disputou a Série B do Campeonato Brasileiro, o clube desembolsou R$ 126 milhões para quitar dívidas relacionadas a ex-jogadores, treinadores e transfer bans.

Para o dirigente, os pagamentos representam parte importante do processo de reorganização financeira do Santos, mas não resolvem sozinhos o problema do passivo acumulado.

A preocupação é que a necessidade de honrar débitos antigos continue comprometendo recursos que poderiam ser utilizados na operação e no planejamento esportivo do clube.

Teixeira vê Fair Play Financeiro como avanço

O presidente santista também avaliou de forma positiva a implementação do Fair Play Financeiro pela CBF. Na visão dele, mecanismos de controle podem ajudar a melhorar a sustentabilidade dos clubes brasileiros.

Teixeira citou ainda a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) como uma possível ferramenta para acompanhar a situação financeira das equipes.

“Acredito que esses mecanismos poderão controlar mais a saúde dos clubes, desde que os gestores administrem seus gastos nos exercícios e não tenham dívidas passadas que sobrecarreguem as despesas”, afirmou.

Ex-Palmeiras e Santos, Zé Rafael é anunciado por clube português

Presidente do Santos defende renegociação das dívidas dos times com Governo — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado