A vacinação durante a gestação vai além da proteção da mãe — ela é uma das principais ferramentas para garantir imunidade ao recém-nascido. No programa CNN Sinais Vitais, Rosiane Mattar, professora titular da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp), e Karina Belickas, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, discutiram a importância da imunização e da nutrição no período gestacional e no puerpério.
Segundo Karina, a vacinação na gravidez tem um duplo objetivo. “Existe uma grande importância das vacinas durante o período da gestação, independente do que a paciente fez antes, porque você tem que passar anticorpos para o bebê também”, afirmou.
Ela destacou que muitas das vacinas aplicadas nesse período têm como foco principal oferecer imunidade ao bebê, e não apenas à gestante.
Quais vacinas são indicadas durante a gravidez?
Entre as vacinas recomendadas, Karina citou a da gripe, aplicada anualmente e também disponível para gestantes. Outra vacina destacada foi a do tétano, que, segundo ela, deve ser administrada como reforço durante a gravidez.
“A vacina de tétano para a gestante protege contra a coqueluche também. Assim você consegue proteger a grávida, se ela não está atualizada na vacina dela, e oferecer imunidade para o bebê”, explicou.
A especialista também mencionou a Abrysvo, vacina voltada ao vírus respiratório sincicial. “Você dá para a gestante, de novo, não com o objetivo de proteger essa gestante, mas passar anticorpos para o bebê”, disse Karina.
Ela reforçou que, dentro do conjunto de vacinas aplicadas na gravidez, algumas têm foco na proteção da mãe contra infecções graves, enquanto outras visam exclusivamente a imunidade do bebê.
Cálcio: suplementação pode ser necessária durante a gestação
Rosiane Mattar abordou a importância do cálcio para gestantes e puérperas. Segundo ela, a necessidade diária de cálcio para uma gestante é de 1,1 grama. “A população brasileira tem uma ingesta de cálcio muito baixa”, alertou.
A especialista explicou que o mineral é fundamental tanto para a manutenção dos ossos da própria paciente quanto para a formação do feto e para a lactação.
Questionada sobre até quando a suplementação deve ser mantida, Rosiane Mattar esclareceu que isso depende de a mulher amamentar ou não. “Se ela estiver amamentando, a necessidade permanece, ela até aumenta um pouquinho”, disse.
A especialista reforçou que a suplementação pode ser indicada ao longo de toda a gestação e do período de amamentação para garantir a saúde óssea materna e o desenvolvimento adequado do bebê.

