Ataques israelenses mataram quatro pessoas, incluindo duas mulheres, no sul do Líbano, neste domingo (6), informou o Ministério da Saúde libanês.
Israel alegou ter retaliado o que descreveu como ataques de drones do Hezbollah em áreas ocupadas por suas tropas.
Apesar de um cessar-fogo com o Hezbollah mediado pelos Estados Unidos e acordado em junho, as Forças Armadas de Israel estão operando no que declararam ser uma zona de segurança no sul do Líbano.
O Ministério da Saúde do Líbano informou neste domingo que dois homens foram mortos em uma localidade na periferia da zona ocupada por tropas israelenses, enquanto as duas mulheres morreram em Arab Salim, situada bem ao norte da área ocupada.
As Forças Armadas de Israel emitiram um aviso online de retirada às 6h da manhã, horário local, para áreas próximas a um prédio em Arab Salim que, segundo o Exército, seria alvo de ataque por estar sendo utilizado pelo Hezbollah.
Duas meninas estavam entre as outras seis pessoas feridas nesse ataque.
O aviso de retirada foi apenas o segundo emitido desde o anúncio do cessar-fogo de junho.
A primeira ordem de desocupação ocorreu em 5 de agosto para os moradores de Mansouri, perto de Tiro, embora Israel já tivesse lançado panfletos sobre a vila apenas uma semana após o início do cessar-fogo, instruindo os moradores a deixarem o local antes dos ataques.
Quatro pessoas morreram e 23 ficaram feridas em todo o sul do país na sexta-feira (4), informou o Ministério da Saúde no sábado (5), em ataques israelenses realizados sem avisos de retirada.
O Exército israelense afirmou que essas ofensivas atingiram instalações de armazenamento de armas do Hezbollah.
O grupo libanês declarou no sábado que a escalada contínua de Israel visava pressionar o governo do país, que tem participado de negociações diretas sob os auspícios dos EUA.
O Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, rejeita as negociações.
Mais de 4.300 pessoas foram mortas por ataques israelenses no Líbano desde 2 de março, quando o Hezbollah disparou contra Israel em apoio ao Irã.
Irã faz alerta aos Estados Unidos caso Israel atinja o Hezbollah
O Irã transmitiu aos Estados Unidos um alerta formal de que responderá com força caso Israel realize operações militares no sul do Líbano. A comunicação teria ocorrido em agosto e representa mais uma escalada nas tensões no Oriente Médio.
Segundo informações disponíveis, militares iranianos estariam posicionados em uma região de cordilheira junto a integrantes do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã no Líbano. A presença conjunta reforça o comprometimento de Teerã com a defesa do território libanês diante de possíveis ofensivas israelenses.
Teerã tem buscado incluir o Líbano nas negociações de cessar-fogo com os Estados Unidos, com o objetivo de impedir ataques israelenses contra o Hezbollah.
Em junho, o Irã lançou mísseis contra Israel em retaliação a ataques realizados nos arredores de Beirute, demonstrando disposição para agir militarmente em defesa de seus aliados na região.
Washington tem atuado como intermediário em negociações diretas entre o Líbano e Israel para encerrar o conflito.
No entanto, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques no início desta semana, após mais de um mês sem bombardeios diretos entre as partes.
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