Em 10 de setembro do ano passado, Charlie Kirk falou a uma plateia de donos de restaurantes em Salt Lake City, em Utah, compartilhando conselhos de negócios baseados em sua própria trajetória de ascensão improvável.
O ativista conservador argumentou que, para perdurar, uma empresa precisa manter uma conexão profunda com a “energia e a visão” de seu fundador; no entanto, alertou também que “separar a marca do fundador” é um dos maiores desafios que um empreendedor pode enfrentar.
“Ainda não conseguimos fazer isso com sucesso”, admitiu Kirk ao falar sobre a Turning Point USA, a organização que ele criou para influenciar e mobilizar jovens.
Horas depois, um atirador matou Kirk a tiros no campus de uma faculdade em Utah. Ele tinha 31 anos.
No ano que se seguiu à sua morte, os líderes da Turning Point — incluindo a viúva de Kirk, Erika, e alguns de seus amigos e colaboradores mais próximos — enfrentaram o desafio que ele mesmo descreveu naquela manhã trágica: preservar e expandir um movimento político que havia sido construído, em grau extraordinário, em torno da energia, dos instintos e da fama de seu líder carismático.
Eles fizeram isso em meio a circunstâncias notáveis, incluindo o processo criminal contra o suposto assassino de Kirk; influenciadores conservadores disputando seu legado; e figuras de direita, lideradas pela ex-funcionária da Turning Point Candace Owens, disseminando teorias da conspiração infundadas sobre sua morte.
As eleições de meio de mandato de 2026 representam o maior teste até agora para a questão que paira sobre a organização: o que é a Turning Point sem Charlie Kirk?
“Existe um vazio, e muitas pessoas estão tentando preenchê-lo”, disse à CNN o presidente do Comitê Nacional Republicano, Joe Gruters, “mas ninguém será capaz de fazer o que ele fez.”
Sob alguns aspectos, a resposta é uma organização maior do que aquela que Kirk deixou.
Cerca de 1.500 faculdades possuem núcleos da Turning Point — um aumento de 64% no último ano, segundo um documento interno obtido pela CNN —, e o número de clubes afiliados em escolas de ensino médio quase triplicou.
A Turning Point afirma agora contar com mais de 1 milhão de doadores e mais de 1.200 funcionários.
Sua operação política também está se expandindo. Equipes e voluntários da Turning Point estão atuando em mais estados onde haverá disputas cruciais para o poder republicano em 2026 — e para a corrida presidencial dois anos depois.
As implicações dessa atuação também envolvem as ambições políticas do vice-presidente JD Vance, amigo próximo de Kirk e candidato já apoiado pela organização para a presidência em 2028.
A capacidade da organização de sustentar o movimento de Kirk — e de mobilizar os eleitores que ele passou anos conquistando — poderá ajudar a definir se o vice-presidente conseguirá herdar a coalizão política formada por Donald Trump.
“Se você acredita tanto no JD, isso é um motivo ainda maior para trabalharmos incansavelmente e darmos tudo de nós nessa empreitada”, disse Tyler Bowyer, diretor de operações da Turning Point Action. “Vamos fazer todo o possível para vencer (em 2026), pois há muito em jogo — neste caso, viabilizar a candidatura de JD.”
No entanto, a eficácia da própria Turning Point tem sido questionada em seu estado de origem, o Arizona, onde alguns republicanos atribuem à organização — vista como polarizadora — a responsabilidade pelas recentes derrotas eleitorais do partido.
Este ano, o grupo tem apoiado fortemente o deputado Andy Biggs, um conservador aliado de Trump; sua candidatura a governador reacendeu receios quanto a candidatos de direita que, no passado, perderam por margens estreitas disputas estaduais.
Enquanto isso, a coalizão política que a Turning Point ajudou a construir enfrenta novas tensões, em grande parte fora do controle da organização.
Pesquisas indicam que os jovens eleitores — cuja mudança significativa de preferência em direção a Trump em 2024 elevou ainda mais o prestígio de Kirk dentro do partido — passaram a ver o presidente com descontentamento.
O porta-voz da Turning Point, Andrew Kolvet, reconheceu que o movimento enfrenta dificuldades, “e isso é especialmente verdadeiro entre os jovens eleitores”.
“Eles nos dizem que estão preocupados com habitação, custo de vida, política externa, etc.”, disse Kolvet. “Mas, se alguém tem o talento político e a capacidade de atender diretamente às suas necessidades, desejos e preocupações antes das eleições de meio de mandato, são o presidente Trump e JD Vance.”
Encontrando a voz de Kirk
Kirk fundou a Turning Point USA em 2012, aos 18 anos. O que começou como uma organização sem fins lucrativos para jovens conservadores acabou se transformando em uma vasta rede multimilionária que abrangia todos os aspectos da política americana, incluindo fé, cultura, escolas, registro de eleitores, apoio a candidatos e arrecadação de fundos para campanhas.
No entanto, a Turning Point também serviu como uma plataforma de enorme alcance para o próprio Kirk.
Seu podcast e os confrontos virais com liberais em campi universitários fizeram dele uma das figuras mais visíveis da direita, ao passo que suas conexões dentro do movimento ajudaram a superar algumas das divisões na coalizão MAGA de Trump.
Essa faceta da Turning Point tem se mostrado difícil de substituir.
Trechos do podcast de Kirk, agora apresentado por Kolvet, raramente atraem o público no YouTube que atraíam antigamente.
Outros tentaram, com sucesso variável, recriar a viralidade de seus debates em campi universitários. E o ecossistema de direita online, no qual Kirk atuava como um elo de ligação entre facções rivais, acabou se fragmentando durante o segundo mandato de Trump.
Os líderes da Turning Point reconhecem, em conversas privadas, que Kirk é insubstituível; ele será homenageado — um ano após sua morte — durante a convenção de meio de mandato de Trump, em Dallas.
Em vez disso, eles têm concentrado esforços no que podem preservar e expandir: a organização que ele construiu em torno de si mesmo.
“Sim, não temos mais as redes sociais do Charlie, o que é uma grande perda. E não temos a voz dele — algo de enorme importância”, disse à CNN uma pessoa ligada à organização. “Mas a estrutura operacional da Turning Point nunca foi tão grande.”
Como prova disso, citaram um treinamento recente para 150 novos funcionários.
Plataformas de vagas online mostram dezenas de oportunidades de trabalho na Turning Point em estados decisivos.
“Seremos ainda maiores nesta eleição do que fomos em 2024″, afirmou Bowyer.
O Super Bowl da Turning Point
Artigos de recordação política adornam as prateleiras do escritório de Bowyer — um pingente de Calvin Coolidge, um busto de Teddy Roosevelt e uma reprodução emoldurada da capa da “Newsweek” de 2016 com Hillary Clinton — intitulada “Senhora Presidente” e que nunca chegou a ser publicada —, ao lado da capa da “Time” que trazia Trump como a Personalidade do Ano.
Entre eles, há uma pintura de Kirk, cujo rosto está presente por toda parte no campus da Turning Point no Arizona.
Lá, Bowyer supervisiona a estrutura da organização voltada para mobilizar o eleitorado — o “ápice” do legado de Kirk, como ele mesmo descreveu.
“É como o Super Bowl”, disse Bowyer. “Não adianta nada conscientizar centenas de milhares — se não milhões — de jovens, para que eles simplesmente digam: ‘Ah, sabe como é, não vou usar isso’. Certo?”
Ele acrescentou: “Charlie realmente acredita nisso”, passando para o tempo presente ao falar de seu falecido amigo e ex-líder — e essa não foi a única vez que fez isso durante uma entrevista de 90 minutos à CNN.
Bowyer está agora expandindo um programa que foi testado na eleição de 2024.
Naquela ocasião, o grupo posicionou equipes e voluntários em bairros de todo o Arizona para mobilizar potenciais eleitores republicanos.
Em vez de enviar agentes de campanha para bater no maior número possível de portas, a Turning Point instruiu seus organizadores a estabelecer conexões genuínas, construir relacionamentos, marcar presença em eventos locais e — pelo menos inicialmente — evitar falar sobre política.
É uma estratégia baseada na qualidade, e não na quantidade, argumenta Bowyer.
Espera-se que, até o dia da eleição, os organizadores tenham um plano para levar os eleitores das residências que lhes foram atribuídas — cerca de 600 a mil pessoas — às urnas ou para que votem por correio.
Os chamados “caçadores de votos” ficam encarregados de garantir que esse processo seja concluído.
A meta de cada organizador é mobilizar cerca de metade dos eleitores sob sua responsabilidade — uma meta muito mais ambiciosa do que a dos agentes de campanha tradicionais.
A eficácia da operação é difícil de mensurar, e há republicanos céticos, inclusive dentro da própria estrutura política de Trump.
No entanto, a Turning Point encerrou 2024 com um resultado expressivo a apresentar: Trump venceu no Arizona com uma vantagem de 5,5 pontos percentuais — sua maior vitória entre todos os estados decisivos.
A vitória encorajou a Turning Point a redobrar seus esforços para 2026.
Mesmo antes de o cenário eleitoral para as eleições de meio de mandato estar totalmente definido, a organização já estava mobilizando equipes e realizando contratações em estados-chave decisivos.
Mapas desses estados cobrem as paredes da sede da Turning Point Action, exibindo mapas de calor do eleitorado e análises detalhadas sobre votos passíveis de mobilização.
A operação passou por um teste prático ao aderir à campanha de retaliação da Casa Branca contra legisladores republicanos de Indiana que resistiram aos apelos de Trump para redesenhar os distritos eleitorais do estado para o Congresso.
Candidatos apoiados por Trump derrotaram sete dos oito republicanos que haviam resistido à medida.
O vice-governador de Indiana, Micah Beckwith, um aliado de Trump, afirmou que a Turning Point se mobilizou rapidamente, apesar de ter pouca atuação prévia no estado, e destacou que o grupo deixou uma estrutura de pessoal preparada para futuras batalhas políticas.
“Os resultados falam por si. Os críticos poderiam dizer: ‘Este é o primeiro ano. Que diferença eles vão fazer?'”, disse Beckwith. “Não sei como dividir o gráfico de quem merece o crédito, mas nós vencemos — e vencemos de forma expressiva.”
Operadores políticos republicanos em estados-chave afirmam que a Turning Point já está marcando presença.
O ex-presidente do Partido Republicano de New Hampshire, Chris Ager, disse que o grupo chegou ao terreno muito antes do habitual para uma organização de base, contratou ativistas locais experientes e tem mantido uma visibilidade “extremamente alta”.
Jason Roe, um estrategista veterano de Michigan, afirmou que os organizadores da Turning Point têm se mostrado mais “engajados e influentes” do que os jovens — homens e mulheres em idade universitária — que ele costuma encontrar em grupos de jovens republicanos.
“A Turning Point é formada por verdadeiros convictos”, disse Roe. “Eles trabalham duro porque se importam, e não porque veem isso como o primeiro passo de uma trajetória na política.”
Em Iowa, a crescente influência da Turning Point já foi posta à prova diante do apoio político mais poderoso do Partido Republicano.
A organização apoiou o empresário e agricultor Zach Lahn nas primárias republicanas para governador do estado — uma disputa que atraiu grande atenção. Trump apoiou o deputado Randy Feenstra.
Lahn venceu.
“Estávamos tão ocupados falando sobre o apoio de Trump”, disse Jeff Angelo, um importante conservador de Iowa, “que deixamos passar o apoio mais importante: o da Turning Point Action.”
Problemas no deserto
Ninguém precisa de menos convencimento do que Julie Spilsbury sobre a influência da Turning Point junto aos eleitores do Partido Republicano.
No ano passado, Bowyer assumiu como missão declarada tirar Spilsbury — uma republicana registrada que apoiou Kamala Harris para a presidência em vez de Trump — da Câmara Municipal de Mesa, cidade onde ela reside.
A Turning Point ajudou a liderar uma campanha para revogar seu mandato e, em dezembro de 2025, Spilsbury perdeu a cadeira que ocupava há cinco anos por uma diferença de cerca de 700 votos.
“Foi devastador, de partir o coração e deixou muita gente revoltada”, disse ela.
Spilsbury considera-se uma vítima da crescente influência da Turning Point no Partido Republicano do Arizona — e daquilo que ela e outros descreveram como a postura vingativa da organização na política interna do partido.
A organização tem intervindo agressivamente em eleições primárias e apoiado dezenas de candidatos, acumulando vitórias e gerando atritos com outros republicanos ao longo do caminho.
Os conflitos têm se tornado cada vez mais públicos. Bowyer enfrentou críticas em julho após questionar, na rede social X, se o deputado estadual do Arizona Quang Nguyen — um republicano que fugiu do Vietnã comunista quando criança — sabia falar inglês.
Can you speak English
— Tyler Bowyer (@tylerbowyer) July 7, 2026
Quando o deputado estadual republicano Nick Kupper saiu em defesa de Nguyen, Bowyer ameaçou apoiar um adversário contra Kupper em 2028 e, posteriormente, anunciou que a Turning Point estava retirando seu apoio à candidatura dele.
Contatado pela CNN por e-mail, Kupper recusou-se a comentar novamente o episódio. Tentativas de contato com Nguyen por meio de seu gabinete não obtiveram sucesso.
Tais táticas poderiam passar despercebidas pelos republicanos na era Trump se a Turning Point estivesse convertendo consistentemente seu sucesso nas primárias em vitórias nas eleições gerais. No Arizona, isso não aconteceu.
A organização desempenhou um papel fundamental nas campanhas malsucedidas de 2022 da candidata republicana ao governo, Kari Lake, e do candidato republicano ao Senado, Blake Masters.
Lake perdeu uma disputa para o Senado dois anos depois.
Um representante da Turning Point observou que a organização não apoiou Lake nas primárias, mas entrou na campanha para ajudar depois que ela se tornou a candidata oficial do partido.
Ainda assim, Bowyer sustentou que eles estavam “no caminho para a vitória de Kari” em 2022.
A lição tirada da derrota, argumentou ele, foi que a organização precisava de mais pessoal.
“Se tivéssemos continuado e buscado mais votos, acho que poderíamos ter vencido”, disse ele.
Lake perdeu a disputa para o governo do estado por cerca de 17 mil votos.
As derrotas se estenderam a disputas muito menores no Arizona.
No início deste ano, a Turning Point entrou na disputa por vagas no conselho do Salt River Project, uma concessionária de serviços públicos local cujas eleições normalmente atraem pouca atenção do público.
O envolvimento do grupo impulsionou um aumento na participação de eleitores de ambos os lados, mas candidatos defensores de energia limpa acabaram conquistando a maioria das cadeiras pela primeira vez em tempos recentes.
O representante da Turning Point argumentou que o grupo garantiu as duas posições mais importantes na liderança do conselho “em meio a ventos contrários nacionais que impactaram as disputas locais”.
No entanto, progressistas celebraram a vitória após a eleição, e até mesmo republicanos locais reconheceram que a guinada do conselho à esquerda representou um revés significativo.
“Acho que a (Turning Point) está fracassando miseravelmente, e isso é excelente para todos os outros. Evito falar muito porque não queremos que eles parem”, disse Autumn Johnson, diretora executiva da Associação das Indústrias de Energia Solar do Arizona. “Eles não fazem a menor ideia do que estão fazendo, e nem percebem que não sabem o que estão fazendo. E acontece que muita gente os detesta.”
A presença deles está causando divisões dentro do GOP (Partido Republicano) em um momento em que o partido perde força em todo o estado, argumentou Nick Myers, membro da Comissão de Corporações do Arizona, um órgão estadual regulador de serviços públicos.
Um desafiante apoiado pela Turning Point derrotou Myers nas primárias no início deste ano. Ele disse ter perdido o apoio da organização após uma troca de mensagens com Bowyer na rede social X, alguns anos atrás.
“Assim que eles começaram a se envolver, os republicanos começaram a perder”, disse Myers. “Não é porque estamos nos tornando um estado ‘roxo’ (politicamente dividido). Os eleitores não suportam os candidatos que a Turning Point está lançando. Os dias deles estão contados se não começarem a apresentar candidatos capazes de vencer.”
A organização aposta em Biggs, o candidato a governador, para reverter a recente maré de azar do partido.
O representante da Turning Point observou que Biggs foi um dos últimos e mais fervorosos apoiados por Kirk, sendo visto como “um líder transformador e geracional para o Arizona — alguém capaz de transformar o estado na Flórida do Oeste”.
Bowyer afirmou que Biggs é um político mais experiente do que seus antecessores e está em melhor posição para enfrentar Katie Hobbs, a governadora democrata mais vulnerável do país neste ano.
A Turning Point também está mais experiente em trabalhos de campanha, acrescentou ele.
Alguns republicanos no Arizona veem a disputa tanto como um referendo sobre a Turning Point quanto sobre Biggs.
Barrett Marson, um veterano articulador do Partido Republicano no Arizona, disse que, se Biggs vencer, muitos republicanos esperam que a Turning Point assuma efetivamente o controle do partido no estado.
Uma derrota, no entanto, traria suas próprias consequências.
“A Turning Point está apostando todas as fichas em duas pessoas: Andy Biggs e JD Vance”, disse Marson. “Se ambos perderem suas próximas eleições, prevejo que a organização não durará muito além de 2028.”
Vance – Ponto de Virada em 2028?
A Turning Point recentemente dobrou sua equipe em Iowa e está mobilizando rapidamente organizadores em New Hampshire, antes de disputas cruciais de meio de mandato em ambos os estados.
Após o término das eleições, as equipes permanecerão no local — aguardando uma decisão de Vance.
Erika Kirk provocou um dos primeiros grandes impactos na corrida presidencial de 2028 ao declarar apoio a Vance em dezembro — antecipando-se não apenas à vice-presidente, mas também a Trump, de quem se espera um papel decisivo na escolha de seu sucessor.
Desde então, a Turning Point tem buscado demonstrar que uma estrutura organizacional pronta para operar estará à disposição de Vance caso ele decida concorrer à Casa Branca.
Ager, ex-presidente do partido em New Hampshire, afirmou que a Turning Point poderia oferecer a Vance uma “vantagem organizacional significativa logo de início” em 2028, quando os republicanos do estado votarem na primeira primária presidencial do partido. Iowa, por sua vez, sediará a primeira disputa de escolha de candidato do partido.
“Ainda cabe ao candidato convencer os eleitores”, disse ele. “Mas uma boa organização certamente ajuda.”
Vance manteve-se próximo à Turning Point, participando de vários eventos e atuando como apresentador convidado no podcast de Kirk.
Essa lealdade mútua é “fruto da amizade genuína e próxima que JD tinha com Charlie”, disse à CNN uma fonte próxima ao vice-presidente.
Kirk ajudou a impulsionar a trajetória de Vance dentro do partido e sua ascensão ao cargo atual.
Embora evite discutir publicamente seu futuro político, Vance vê, em caráter privado, o apoio da Turning Point como algo fundamental para suas ambições futuras, segundo a fonte.
A organização oferece a Vance uma conexão com os defensores convictos da agenda “America First” (América em Primeiro Lugar) dentro da coalizão de Trump, além de uma infraestrutura política bem financiada e independente da operação política do presidente.
“Eles são, especificamente, um centro de poder MAGA, em oposição a um centro de poder tradicional”, disse a fonte. “Eles são muito diferentes da fundação da velha guarda — que não apoiaria necessariamente JD — e funcionam como um verdadeiro reduto para os eleitores MAGA.”
Bowyer disse esperar que Vance acompanhe atentamente os resultados das eleições de meio de mandato antes de finalizar seus planos. Mas acrescentou: “Se as pessoas querem que você concorra e você decide não fazê-lo, geralmente nunca mais terá a chance de concorrer”.
Para a Turning Point, conquistar vitórias republicanas neste outono — especialmente no Arizona — daria a Vance motivos para acreditar que a organização deixada por Kirk poderia ajudá-lo a chegar à Casa Branca.
Um fracasso traria suas próprias consequências, e Bowyer afirmou que a Turning Point se julgaria com mais rigor do que qualquer crítico externo caso o grupo não atingisse seus objetivos.
Bowyer disse: “Charlie pensava assim”.

