O relatório de inteligência da Polícia Federal que embasa as acusações do ministro Alexandre de Moraes contra André Mendonça levanta a hipótese de o advogado-geral da União, Jorge Messias, não ter recorrido de decisões do relator dos casos do INSS e do Banco Master devido à “relação política” que ambos mantêm.
O documento diz que a PF acionou a AGU (Advocacia-Geral da União) para tentar reverter a decisão de Mendonça de requerer os dados brutos das investigações, mas que o órgão resistiu à estratégia.
A partir desta informação, o relatório levanta quatro cenários. O primeiro é intitulado “preservação de relação política” de Messias com Mendonça.
“Explica a recusa apesar de fundamentação tida por suficiente. Apoia-se em elemento documentado: os gestos públicos de apoio do relator à indicação do advogado-geral da União ao Supremo Tribunal Federal.”
As outras três hipóteses dizem respeito a uma possível “convicção jurídica quanto ao não cabimento”; “cautela sistêmica quanto ao custo de litigar com ministro do STF”; e avaliação de que recurso poderia gerar a leitura de ação do governo para proteger Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de investigações.
O primeiro cenário, diz o relatório de inteligência da polícia, é o que “melhor explica a recusa” da AGU em apresentar o recurso.

