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AGU nega inércia e diz que não tinha competência para atender PF

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
AGU nega inércia e diz que não tinha competência para atender PF

A AGU (Advocacia-Geral da União) afirmou nesta sexta-feira (4) que a decisão de não atender aos pedidos da Polícia Federal relacionados às operações Compliance Zero e Sem Desconto foi tomada com base em “critérios técnicos”. Por meio de nota, o órgão também negou ter ficado inerte e disse não ter competência legal para atuar nos termos solicitados pela PF.

“AGU não dispõe de competência constitucional ou legal para atuar em aspectos relacionados à persecução penal nos termos pretendidos pela corporação […] Isso não significou, contudo, inércia institucional. Na condição de interlocutor perante o STF, o advogado-geral da União atuou concretamente na busca de uma solução institucional”, diz a nota.

A manifestação ocorre após a Polícia Federal apontar, em relatório, que a AGU não adotou medidas solicitadas pela corporação contra decisões do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito das duas investigações.

No documento, a PF levantou diferentes hipóteses para explicar a postura do órgão e apontou como uma das possibilidades a tentativa de preservar a relação política entre Mendonça e Messias.

A AGU rebateu essa interpretação e afirmou que a decisão foi resultado de análise técnica e jurídica feita por integrantes do órgão com atribuição para examinar o caso. Segundo a instituição, não há precedente de atuação nos moldes pretendidos pela Polícia Federal.

A nota também afirma que Messias buscou, em diferentes ocasiões, interlocução com Mendonça e com o presidente do STF, Edson Fachin, para tentar encontrar uma solução para as divergências.

Segundo a AGU, reuniões também foram realizadas ao longo de julho e agosto entre representantes do órgão, do Ministério da Justiça e da Polícia Federal para discutir alternativas juridicamente adequadas às demandas apresentadas pela corporação.

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