O coronel Aroldo Medina (Missão) disputa sua sexta eleição neste ano. Após concentrar esforços em candidaturas em seu estado natal — o Rio Grande do Sul —, o militar mira a Vice-Presidência da República, concorrendo ao lado de Renan Santos, fundador do MBL e do partido Missão.
Medina tem 62 anos, nasceu no dia 31 de março de 1964 em Sant’Ana Do Livramento, cidade que faz fronteira com o Uruguai. Em 1970, sua família se mudou para a cidade de Canoas, na Grande Porto Alegre. No blog que mantém desde 2009, o candidato diz que mora até hoje na primeira casa que seu pai comprou no município.
Em 1983 iniciou sua carreira militar, quando se alistou. Nesta primeira etapa, atuou como soldado da polícia da aeronáutica. Anos depois, concluiu um bacharelado em Ciências Militares no curso de formação de oficiais da academia de polícia militar do Rio Grande do Sul.
Medina permaneceu na ativa da corporação até 2015 e atuou em áreas diversas. Foi bombeiro militar, professor de história da brigada militar do estado, membro da corregedoria policial e diretor do museu da instituição. Entre 2003 e 2006 foi chefe e porta-voz da defesa civil do estado gaúcho.
Paralelamente, o oficial iniciou uma graduação em jornalismo em 1991. Como escreveu em seu blog, escolheu o curso após a experiência de editar jornais e revistas militares. Uma destas experiências foi a fundação do jornal “O espadim”, publicação da Sociedade Acadêmica do Curso de Formação de Oficiais da Brigada Militar. Segundo Medina, o convite para ser editor veio por ser “afeto às letras”.
Concorreu a cargos públicos pela primeira vez em 2004, na ocasião seu objetivo era a prefeitura de Canoas. Não foi eleito. Tentou ainda se eleger ao governo e à Assembleia Legislativa do estado e, em sua candidatura mais recente, mirou a Câmara dos Vereadores de Porto Alegre.
Nos seis pleitos em que participou, Medina nunca repetiu a legenda pela qual concorreu. Passou pelo PFL, PRP, PSD, PV e PL. Em 4 de abril passado, fez uma publicação em seu blog narrando a visita do deputado federal Kim Kataguiri (Missão) ao Rio Grande do Sul. O “carismático deputado”, nas palavras de Medina, estava lá para incentivar a filiação de jovens ao recém-criado partido.
Destacando o discurso de combate à corrupção e ao crime organizado, o tenente-coronel anunciou que ele e sua filha também entraram para o Missão. Já na primeira publicação, elogiou Renan Santos por sua “atuação independente dos velhos caciques da política brasileira, cobrando mais transparência, ética e moralidade na governança do país”.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Medina afirma que se define como bolsonarista “porque acreditava que a família Bolsonaro defendia valores como os meus”. Na sequência, o militar adiciona a ressalva de que “essa família Bolsonaro que eu e você idealizamos não corresponde ao Flávio de hoje”. “São dezenas de escândalos de corrupção. É amizade absurda com o Daniel Vorcaro. São seus aliados do Comando Vermelho do Rio de Janeiro”, justifica.
Primeiro pré-candidato ao Senado pelo estado gaúcho, Medina foi anunciado como vice de Renan Santos no início de julho deste ano. O fundador do MBL explicou à CNN que enxerga em seu vice um perfil complementar ao seu: “mais velho e militar”. O dirigente também afirmou que “simplesmente bateu o santo”.

