O senador Carlos Viana (PSD-MG) afirmou nesta quarta-feira (2) que o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), se pronunciará oficialmente sobre o andamento de pedidos de impeachment para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Em coletiva de imprensa contra o ministro Alexandre de Moraes, Viana – autor de um dos mais recentes requerimentos para abertura de processos contra magistrados – disse que Alcolumbre se reunirá ainda nesta quarta-feira com líderes partidários para dar uma resposta acerca das provocações de parlamentares de oposição.
“Eu sou o primeiro a externar essa indignação sobre Alcolumbre. Mas tenho certeza que outros tem esse mesmo posicionamento. Aqui no senado há um silêncio de omissão absurdo. Vários senadores que não querem se envolver, ou que não querem que seja investigado. Quem não quer investigar está lá na mesa do senado, o ônus político é dele”, disse Viana.
Davi Alcolumbre acumula ao menos 109 pedidos de impeachment de ministros do STF sob sua cadeira. Ontem, afirmou que “não é normal” que tantos pedidos sejam protocolados para apenas 10 ministros do Supremo. A declaração ocorreu quando ele deixava o Congresso Nacional na noite de terça-feira (01), dia em que um relatório da PF (Polícia Federal) revelou conversas de Daniel Vorcaro com uma pessoa que o ex-banqueiro tinha o contato salvo no celular como Alexandre de Moraes.
Somente na terça-feira, surgiram dois novos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou que também vai pedir o afastamento do ministro que é alvo dos bolsonaristas por causa da sua atuação na última corrida presidencial e no julgamento de Jair Bolsonaro.
Parlamentares da oposição aproveitaram as revelações do relatório da PF para atacar Moraes. Mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicam que ele teria perguntado se estava na hora de fugir do país para não ser preso. Os peritos ainda encontraram indícios de que o ministro do STF teve acesso ao contrato de R$ 131 milhões firmado entre o ex-banqueiro e sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Além disso, parlamentares envolveram o PGR (Procurador Geral da República) em mais pedidos de afastamento. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também requer que Gonet fique proibido de exercer funções públicas por até cinco anos. A motivação para a provocação foi o parecer da PGR em prol da nulidade do relatório produzido pela Polícia Federal.

