Desde o dia 1º de maio, moradores e visitantes de Pequim enfrentam restrições que proíbem a compra, o aluguel e o voo de veículos aéreos não tripulados (drones) sem autorização oficial em toda a jurisdição da cidade.
A determinação esvaziou as prateleiras de lojas e interrompeu um mercado de lazer que vinha em rápida expansão na China, país considerado o berço desses aparelhos.
Segurança e controle na capital
Segundo as autoridades municipais, as regras rígidas para drones têm o objetivo de resguardar a segurança da capital chinesa, ponto que concentra instalações políticas e militares sensíveis.
O governo aponta preocupações não apenas com atividades de espionagem, mas também com o potencial letal que esses aparelhos recreativos demonstraram em cenários de conflitos externos recentes. Até o fim de 2025, o país registrava mais de três milhões de drones regulamentados em âmbito nacional.
Restrições de transporte e manutenção
A nova diretriz proíbe o transporte de drones e de seus componentes essenciais para dentro de Pequim sem licença prévia. Quem já possui o equipamento precisa realizar o registro obrigatório de drones na polícia local, utilizar um aplicativo oficial e realizar um exame teórico de 30 minutos em casa.
Adicionalmente, as regras proíbem serviços de manutenção, reparos ou substituição de peças dentro do núcleo urbano de Pequim. A restrição afeta diretamente os usuários e a fabricante chinesa DJI, líder global que detém cerca de 70% do mercado mundial.
*Com informações de Todd Symons e Martha Zhou da CNN

