A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou, nesta quarta-feira (2), a ocorrência de um tornado no interior do município de Campo Erê, no Oeste catarinense, no domingo (30).
O alerta de tempestade severa foi emitido, pelo órgão, 45 minutos antes do fenômeno acontecer. Porém, a confirmação só foi possível após análise de imagens de radar, aéreas e da superfície. Os registros foram feitos por meteorologistas e caçadores de tempestades, no mesmo horário das imagens enviadas pelo radar meteorológico do Oeste (Chapecó).
Durante a passagem da tempestade, o radar registrou a intensidade da chuva e mediu para que lado o vento se deslocou dentro da nuvem.

Nos registros, foi possível identificar os ventos em sentidos opostos, lado a lado. Com isso, os meteorologistas conseguiram analisar que o ar estava girando dentro da tempestade.
Além disso, a confirmação também necessitava de análise dos danos registrados na região onde o fenômeno ocorreu.
Embora o tornado tenha acontecido em área rural, onde a densidade de estruturas é menor do que em áreas urbanas, as imagens aéreas permitiram avaliar a distribuição e a extensão dos danos, possibilitando identificar um padrão compatível com a passagem de um tornado.
Veja:

Entre os danos estão: destelhamentos em diversas residências e galpões, além da queda de árvores com raízes expostas, evidências da intensidade dos ventos associados ao fenômeno.
O que determinou a confirmação de tornado?
O fator determinante para a confirmação do tornado foi a forma como os danos ficaram distribuídos no terreno. As árvores e as estruturas não caíram todas para o mesmo lado, tombaram em direções que se cruzam, ao longo de uma faixa estreita e contínua.
Em vendavais e nas rajadas fortes que descem das nuvens, o vento empurra tudo para fora de um mesmo ponto, deixando os danos espalhados em direções que se afastam. O padrão observado em Campo Erê é o de vento girando, ou seja, de um tornado.
*Sob supervisão de Thiago Félix

