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Vacinas impulsionam alta de 9,1% no faturamento da MSD Saúde Animal em 2025

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Vacinas impulsionam alta de 9,1% no faturamento da MSD Saúde Animal em 2025

A MSD Saúde Animal encerrou 2025 com faturamento de R$ 2,1 bilhões no Brasil, alta de 9,1% em relação ao ano anterior. O principal motor desse desempenho foi a área de imunobiológicos, que avançou 24% no período e acrescentou R$ 163 milhões à receita da companhia.

Segundo Laura Villarreal, presidente da MSD Saúde Animal no Brasil, aproximadamente 70% da expansão do negócio em 2025 veio da linha de vacinas. Os parasiticidas responderam por cerca de 18% do crescimento, enquanto as demais categorias representaram os 12% restantes.

“Os imunobiológicos têm sido o principal motor de aceleração do nosso negócio no país”, afirma Laura.

Com o avanço das vacinas, os imunobiológicos passaram a representar 40% do faturamento da MSD Saúde Animal no Brasil. A participação é praticamente o dobro da média de 21% registrada pelo setor no país, segundo a executiva.

Para Laura, o resultado representa uma mudança estrutural no modelo de negócios da companhia, que tem direcionado sua estratégia para prevenção, tecnologia e rastreabilidade.

A expectativa é ampliar essa participação nos próximos anos, impulsionada por novos produtos biológicos, ferramentas de tecnologia e rastreabilidade e pela maior adoção de estratégias preventivas pelos produtores.

“Esse índice de 40% de representatividade não é um evento isolado, mas a consolidação de uma mudança estrutural que lideramos no mercado”, diz.

A expansão dos imunobiológicos também ocorre em um cenário de crescimento mais moderado das demais categorias. Segundo a companhia, sem considerar as vacinas, as outras linhas do portfólio teriam avançado aproximadamente 2% em 2025.

Antimicrobianos

Outro movimento observado pela MSD Saúde Animal é a mudança na composição das vendas de antimicrobianos. Atualmente, esses produtos representam cerca de 10% do faturamento da companhia no Brasil.

Entre 2021 e 2025, enquanto a participação das vacinas na receita aumentou dois pontos percentuais, a fatia dos antimicrobianos caiu um ponto percentual.

Mesmo com a perda de participação relativa, a categoria ainda registrou crescimento nominal de 8,3% em 2025 ante 2024.

De acordo com Laura, a estratégia da companhia é ampliar o uso responsável de medicamentos e avançar em soluções preventivas capazes de reduzir a necessidade de tratamentos posteriores.

A executiva ressalta, porém, que a companhia não atua com antimicrobianos administrados via ração, segmento que concentra uma parcela relevante do movimento de redução observado no mercado.

“A maior margem de substituição de antimicrobianos por imunobiológicos ocorre na categoria de uso via ração, segmento no qual a MSD Saúde Animal opta por não atuar”, afirma.

A companhia concentra seu portfólio de antimicrobianos em produtos injetáveis e intramamários, principalmente para ruminantes. Ao mesmo tempo, direciona investimentos em pesquisa e desenvolvimento para vacinas voltadas à prevenção de doenças respiratórias, intestinais e reprodutivas.

“Os antimicrobianos continuarão tendo um papel vital na medicina veterinária para o tratamento ético de animais doentes, mas seu uso será cada vez mais cirúrgico”, afirma.

Investimentos em inovação

A estratégia de crescimento baseada em imunobiológicos ocorre paralelamente a investimentos em inovação e eficiência operacional. Globalmente, a MSD destina cerca de 20% do faturamento para pesquisa e desenvolvimento, segundo Laura.

Para a executiva, a expansão da receita precisa caminhar junto com ganhos de eficiência e sustentabilidade financeira.

“A consolidação da nossa rentabilidade é resultado direto da nossa estratégia de longo prazo”, afirma.

A companhia também aposta na combinação entre produtos biológicos, tecnologia e rastreabilidade para ampliar a eficiência da produção animal. A avaliação da MSD é que ferramentas capazes de gerar dados e melhorar a tomada de decisão devem ganhar espaço à medida que o produtor busca elevar produtividade e reduzir custos.

Para Laura, os medicamentos continuarão essenciais para o tratamento de animais doentes, mas o uso tende a ser cada vez mais direcionado.

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