O hábito de substituir e higienizar as fronhas regularmente não impede a contaminação interna do travesseiro. Durante o sono, o corpo humano elimina resíduos orgânicos e fluidos que penetram no tecido, acumulando sujeira de forma invisível.
Toda noite, uma pessoa libera entre quatro e cinco colheres de chá de saliva no travesseiro, além de resíduos de descamação da pele. Esse contato constante, somado ao atrito do rosto e do cabelo, infiltra a fronha comum.
Após dois anos de uso, um terço do peso do travesseiro passa a ser composto por ácaros vivos, mortos e compostos desses organismos.
O erro de expor o travesseiro ao sol
Colocar o travesseiro no sol não funciona e é totalmente contraindicado, segundo o biomédico Roberto Martins.
Ele explica que a umidade acumulada favorece o surgimento de fungos e mofos. Para tentar combater o problema, muitas pessoas colocam o travesseiro diretamente sob o sol, mas essa prática é contraindicada.
O calor solar aumenta a temperatura interna do objeto, criando o ambiente de acasalamento e reprodução ideal para os ácaros.
Como proteger o travesseiro
Para evitar o acúmulo de umidade, especialistas recomendam manter o item apenas em locais sombreados e ventilados. A melhor solução é o uso de um protetor de travesseiro que seja de algodão por fora e impermeável por dentro, impedindo a passagem de fluidos.
Embora seja um hábito muito comum, a luz solar aquece apenas a superfície do travesseiro. Isso faz com que a temperatura interna suba a um nível que cria o ambiente morno e perfeito para o acasalamento e a multiplicação rápida de ácaros.

