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Dólar recua com cenário eleitoral e tensão no Oriente Médio no radar

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Dólar recua com cenário eleitoral e tensão no Oriente Médio no radar

O dólar opera em queda ante o real nas primeiras negociações desta segunda-feira (31), com noticiário eleitoral e a situação do Oriente Médio no radar dos investidores.

Os preços futuros do petróleo operam em alta acina de 3% nesta segunda-feira, com o recrudescimento dos conflitos, após os Estados Unidos promoverem o primeiro ataque a alvos no Irã pela primeira vez em semanas.

Por volta de 9h55, a divisa norte-americana perdia cerca de 0,35% contra o real, negociado a R$ 5,175 na venda.

O movimento segue a tendência de desvalorização do dólar contra uma cesta de moedas globais, segundo o DXY.

A sessão desta segunda-feira será a ‌de definição ⁠da ‌taxa Ptax de fim de mês, o que pode gerar maior volatilidade na ⁠primeira metade do ⁠dia.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações ‌do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.

No fim de ‌cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas ⁠posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no ​sentido de baixa).

Cenário eleitoral

Nova rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta segunda-feira, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 43,4% das intenções de voto no primeiro turno das eleições presidenciais. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 33,7%, em segundo lugar.

Na sequência da lista aparecem Augusto Cury (Avante), com 7,8%, e Renan Santos (Missão), com 7,6%.

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), tem 3,3%.

Pablo Marçal (PRTB) aparece com 1,9%, enquanto Romeu Zema (Novo) registra 1%. Samara (UP) tem 0,9%.

Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) aparecem com 0,1% cada. Votos brancos e nulos somam 0,1%, enquanto 0,2% disseram não saber em quem votar.

Em caso de segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47,1% das intenções de votos contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O candidato do PL registra 42,6%.

Já dados da Nexus/BTG mostram que o petista 39% das intenções de voto em um cenário simulado do primeiro turno das eleições de 2026.

Em seguida, aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 33% da preferência e o Escritor Augusto Cury (Avante) com 11%, oscilando positivamente fora da margem de erro em comparação com o último levantamento quando registrava 2%.

Na sequência, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, o coordenador do MBL Renan Santos (Missão), com 3%.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e a vice-presidente nacional da UP, Samara Martins, registram 1% cada.

Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Wilson Grassi Júnior (DEM) e Clariana Barão (DC), não pontuaram nesta rodada.

Em um eventual segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem empate técnico em eventuais cenários de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).

Tensão no Oriente Médio

Irã e Estados Unidos trocaram ataques pela primeira vez em mais de um mês na noite de domingo (30) para segunda-feira (31), em uma sequência de ações que ameaça reacender o conflito, após semanas de relativa calmaria militar.

O Irã lançou mísseis contra alvos militares dos EUA na Jordânia em retaliação a um ataque americano contra lançadores de foguetes iranianos que, segundo os Estados Unidos, estavam sendo preparados para lançar minas marítimas no Estreito de Ormuz — principal rota de navegação que se tornou o centro das tensões regionais e dos esforços diplomáticos.

Mais tarde, na manhã de segunda-feira, os Emirados Árabes Unidos informaram que haviam interceptado um drone que se aproximava do país vindo do Irã, sobre suas águas territoriais.

A troca de ataques ocorreu poucos dias depois de o presidente Donald Trump declarar que o Estreito de Ormuz estava livre de minas e representa uma ruptura com a recente mudança de foco de Washington para aumentar a pressão econômica sobre o Irã, em vez de realizar ações militares.

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*Com informações da Reuters e CNN Internacional

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