A Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira (31) que a política hostil dos Estados Unidos não mudou e prometeu continuar fortalecendo seu arsenal nuclear, rejeitando os repetidos pedidos de Washington para que o país abandone suas armas nucleares.
Em um comunicado divulgado pela agência estatal KCNA, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores acusou Washington de manter uma postura de confronto por meio de seu compromisso com a “desnuclearização completa” da Coreia do Norte, das críticas ao histórico de direitos humanos do país e dos exercícios militares conjuntos planejados com Coreia do Sul e Japão.
“O governo Trump confirmou plenamente sua política hostil e imutável de violar deliberadamente a soberania, o sistema político e os interesses de segurança da RPDC”, afirmou o porta-voz, usando as iniciais do nome oficial da Coreia do Norte, República Popular Democrática da Coreia.
O porta-voz afirmou que as armas nucleares norte-coreanas são uma “garantia absoluta para defender sua soberania” e que o status nuclear do país não será enfraquecido pelas repetidas exigências dos Estados Unidos por desnuclearização.
Ele também afirmou que esperar uma redução das tensões na região seria “inútil”.
Da mesma forma, segundo o funcionário, “não há mudança” na política da Coreia do Norte em relação aos Estados Unidos.
O comunicado foi divulgado depois que o presidente americano, Donald Trump, ordenou neste mês uma redução significativa dos exercícios militares anuais Ulchi Freedom Shield, realizados pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul.
Trump citou sua “relação muito boa” com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e afirmou que os exercícios eram caros e transmitiam a Pyongyang um sinal desnecessariamente hostil.
Trump vem tentando realizar uma nova cúpula com o líder norte-coreano. Os dois se encontraram três vezes em 2018 e 2019.
Apesar da redução dos exercícios, Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano, afirmou neste mês que as atividades continuavam sendo provocativas e agressivas, mesmo com a diminuição de sua escala e duração.
Separadamente, Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão devem realizar o exercício Freedom Edge, que tem como objetivo melhorar a coordenação contra ameaças nucleares e de mísseis, entre 7 e 11 de setembro, segundo as Forças Armadas sul-coreanas. A Coreia do Norte condena repetidamente o exercício trilateral, classificando-o como uma ameaça à segurança regional.
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