O K-beauty, rotina de beleza que nasceu na Coreia do Sul, ultrapassou as barreiras continentais e chegou com força ao Brasil. A Coreia do Sul se consolidou como o segundo maior exportador mundial de cosméticos e se tornou um ditador de tendências quando se fala de cuidados com a pele.
No Brasil, a influência já é demonstrada na busca dos consumidores por produtos que deem uma aparência luminosa. Porém, a importância de tendências levanta um alerta sobre o que realmente cabe ao público brasileiro, que tem necessidades e condições diferentes das asiáticas.
Para Roseli Siqueira, cosmetóloga, o maior ganho da K-beauty foi ensinar a disciplina nos cuidados diários. O erro está em copiar rotinas desenvolvidas para outro clima. “A disciplina foi muito positiva, mas não precisamos reproduzir integralmente um ritual de outro clima e modo de vida. A pele brasileira precisa estar viva, resistente e preparada para receber a luz e ganhar cor”, explica.
Menos camadas, mais vitalidade
Rotinas com muitas etapas e foco constante em renovação celular podem sensibilizar a pele e remover sua barreira de proteção. Para a especialista, o excesso de produtos gera acúmulo, não viço.
“Glow não é o brilho de cosméticos acumulados, é a luminosidade de uma pele com energia e proteção natural preservada. Traduzir a K-beauty para o Brasil é cuidar de uma pele que vive num país quente e toma sol”, afirma.
Fatores como umidade, estresse,sono, idade e temperatura mudam as necessidades da pele. Em vez de seguir sequências virais e pesadas, a orientação de Roseli é observar antes de aplicar. “Uma fórmula bem escolhida e usada com constância pode fazer mais sentido do que várias camadas combinadas apenas porque viralizaram. A pele muda e a rotina também precisa acompanhar isso.”
O segredo da adaptação brasileira do K-beauty está em manter a constância e dispensar o excesso: menos camadas, mais observação e uma pele saudável para o clima tropical.
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