Osmar Stabile, presidente do Corinthians, expressou o desejo de disputar a reeleição no fim do ano. No entanto, sua possível candidatura enfrenta um impasse jurídico no clube e depende da decisão da Comissão Eleitoral.
A indefinição se deve a uma discussão interna sobre a interpretação do estatuto, que proíbe a reeleição consecutiva. A regra possui uma exceção para quem assume por vacância, como ocorreu com Stabile após o impeachment de Augusto Melo.
Para que a nova candidatura seja permitida, o presidente que assumiu por vacância não pode ter permanecido no cargo por mais de 18 meses até 31 de dezembro, último dia da gestão vigente.
“Preciso ter certeza se posso ser candidato. Quem dá essa certeza é a Comissão Eleitoral. Se liberarem, serei candidato”, afirmou Stabile em entrevista à ESPN. O órgão é composto por conselheiros escolhidos por Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo.
A controvérsia dos 18 meses
Os opositores de Stabile defendem que o período de 18 meses deve ser contado a partir de 26 de maio de 2025, data em que Augusto Melo foi afastado e Stabile assumiu provisoriamente. Neste cenário, o prazo se esgotaria em 26 de novembro, impedindo sua candidatura.
Já Stabile e seus aliados argumentam que o marco inicial deve ser 25 de agosto de 2025, quando ele foi efetivamente eleito pelo Conselho Deliberativo. Por essa interpretação, o mandatário não completaria os 18 meses até a eleição, estando apto a concorrer.
A Comissão Eleitoral tem a tarefa de analisar a documentação e definir a legalidade da candidatura, encerrando o debate que agita o Parque São Jorge.
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