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Candidatos aos governos estaduais e ao Senado estreiam propaganda na rádio

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Candidatos aos governos estaduais e ao Senado estreiam propaganda na rádio

O horário eleitoral gratuito começou a ser veiculado na cadeia nacional de rádio e televisão a partir desta sexta-feira (28). Neste primeiro dia, candidatos ao Senado e aos governos utilizaram do espaço para se apresentar à população e definir as prioridades de eventuais governos.

As inserções serão exibidas de segunda-feira a sábado, em dois blocos de 25 minutos durante o dia, totalizando 50 minutos diários, até o dia 1º de outubro. Às terças, quintas e sábados, serão apresentadas as candidaturas à Câmara dos Deputados e à Presidência da República. Às segundas, quartas e sextas-feiras, é a vez dos postulantes aos cargos do Senado, das câmaras estaduais ou distritais e dos governos estaduais.

Os primeiros programas foram exibidos na rádio, às 7h. Veja como foram as propagandas ao Senado e aos governos:

São Paulo

Governo

O atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos) destacou realizações do seu governo, como as ações na cracolândia, e afirmou esperar por “uma campanha alegre, sem baixaria”. A marca de seu governo, segundo diz, é “não aceitar que um problema antigo seja eterno”.

Fernando Haddad (PT) optou por criticar ações da gestão de seu opositor que, segundo o petista, “não protege a vida das pessoas, que finge agir só em ano de eleição”. O ex-ministro afirma que assume o compromisso de “recolocar São Paulo no lugar de onde ele nunca deveria ter saído”.

Senado

O ex-secretário de Segurança Pública do estado Guilherme Derrite (PP) abriu a programação de São Paulo destacando sua atuação na pasta e a autoria da lei antifacção. “Proteger as pessoas pra mim, não é um trabalho, é minha missão de vida.”

Na sequência, foi a vez do presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) André do Prado (PL) se apresentar como “um braço direito do governador Tarcísio”. O candidato diz que tem como objetivo trazer prosperidade para o estado.

Abrindo o bloco da chapa que apoia Fernando Haddad, Marina Silva (Rede), que nasceu no Acre, destaca quando recebeu o título de cidadã paulistana, em 1994, e lembra que foi a senadora mais jovem eleita no país. “Quero ajudar São Paulo a ser o estado propulsor do desenvolvimento.”

A última a se apresentar neste dia foi Simone Tebet (PSB). A ex-ministra agradeceu São Paulo por lhe “abraçar”, disse que se sente preparada para o desafio e pediu por “moderação, diálogo e respeito”.

Minas Gerais

Governo

Mateus Simões (PSD), que assumiu o governo após a renúncia de Romeu Zema (Novo), iniciou seu programa reforçando a conexão com o ex-governador e destacou mudanças em relação à gestões passadas. A locutora da peça diz que Mateus “viu que era hora de dizer não para a velha política e sim para o povo”.

O candidato Gabriel Azevedo (MDB) trouxe um apelo ao eleitor que “não gosta de política” ao se apresentar como o candidato “diferente”. “Nessas eleições, ser diferente é ser o candidato que se preparou de verdade.”

O empresário Flávio Roscoe (PL) destacou seu apoio ao senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), quem chama de “meu xará e próximo presidente da República”. Suas prioridades, conforme diz, serão segurança, saúde e educação.

Na sequência, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT) reforçou sua experiência à frente da capital mineira como um diferencial. “Agora é pra fazer por Minas. Não dá pra arriscar. É hora de experiência e conhecimento”, defende.

Cleitinho Azevedo (Republicanos) fez referência a indefinição que marcou sua candidatura. “Sou sim, sou candidato a governador. Fizeram de tudo pra mim desistir, mas eu estou aqui.” O senador prometeu um governo “mais justo” e “mais humano” no estado.

O último candidato a se apresentar foi o deputado Patrus Ananias (PT), que utilizou do espaço para apresentar projetos na área da educação. Entre os destaques, o candidato falou em “maior participação na comunidade escolar” e “extinção da militarização das escolas”.

Senado

O primeiro candidato ao Senado pelo estado de Minas Gerais a se apresentar foi Domingos Sávio (PL). Durante o programa, apresentou sua biografia e disse ser “o candidato que Bolsonaro escolheu para representar Minas no Senado”. Domingos criticou o governo Lula e o STF pelas condenações referentes a tentativa de golpe de Estado e ao 8 de janeiro.

Durante o espaço reservado aos candidatos do Avante, quem falou foi o presidenciável Augusto Cury (Avante). O escritor afirmou que “quem tem mais deputados tem mais força em Brasília” e pediu votos em sua legenda.

A peça de divulgação do candidato Marcelo Aro (PP) simulou uma entrevista com o ex-deputado. O seu destaque foi o projeto Casa de Maria, entidade que auxilia pessoas com doenças raras. O candidato cita que sua filha mais velha possui uma “síndrome raríssima” que o motivou a fundar a instituição.

O senador Carlos Viana (PSD) apresentou trechos da CPMI do INSS, da qual foi presidente. Relembrou ocasiões em que deu voz de prisão a depoentes e a defesa aos aposentados. “Quando o Estado falha como aposentado, não falha só com uma pessoa. Falha com a história inteira de um país que nunca desistiu”, afirma.

O candidato do MDB, Arcanjo Pimenta se apresentou como “o primeiro homem negro de um partido de centro a ser candidato”. Arcanjo diz que busca ser um exemplo para o “menino lá da periferia que acha que ele só pode pegar uma arma ou vender droga”.

O bloco seguinte estava reservado à coligação Cuidar de Minas, formada pelo PDT, PSDB e Cidadania, mas não houve a veiculação da propaganda eleitoral de candidatos.

O PT (Partido dos Trabalhadores) apresentou um jingle para a candidatura de Marília Campos (PT), em que a define como “querida e atenciosa” e defende a “força da mulher”. “Vamos votar na mulher para cuidar do povo, transformar Minas Gerais”, diz a letra da canção.

Na mesma chapa, a candidata Áurea Carolina (PSOL) defende a presença de uma mulher negra na representação de Minas Gerais na Casa Alta do Congresso Nacional. “Nessa eleição são dois votos para o senado e Minas Gerais precisa de uma mulher negra lá.”

Rio de Janeiro

Governo

No estado fluminense, o primeiro a se apresentar como candidato ao governo estadual foi Eduardo Paes (PSD). O programa do ex-prefeito da capital exaltou a paisagem do estado e a personalidade da população, além de criticar adversários políticos que estiveram no poder. “O Rio tem solução. Eu me recuso a não acreditar no nosso estado e no nosso povo”, diz em um trecho.

Outro que apostou nas críticas à gestões foi Douglas Ruas (PL). A segurança pública ganhou a maior parte do tempo do programa do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). “Para nós, bandido é bandido e merece cadeia. Vítima é a mãe que enterrou o filho”, afirma o candidato.

O candidato do PSOL, William Siri utilizou do espaço para apresentar sua biografia. O candidato atribuiu à direita a “destruição” do estado e afirma que entrou na disputa por acreditar que “o novo Rio é possível”.

Senado

Entre os candidatos ao Senado Federal, Waguinho (Republicanos) abriu o programa com a proposta de ampliar as punições previstas a agressores enquadrados pela Lei Maria da Penha. “A mulher precisa de proteção. O agressor precisa saber que haverá consequência”, propõe.

A campanha do PT optou pelo formato de entrevista simulada com a candidata Benedita da Silva. A ex-governadora apostou na sua experiência em cargos públicos para se diferenciar. “Eu sou do povo, eu sei da nossa luta e eu sei também que experiência é importante na política e na vida”, responde à entrevistadora em um trecho.

Pedro Paulo (PSD) se apresentou como “o senador do Eduardo Paes” e reforçou a parceria com o ex-prefeito ao longo dos anos em que foi deputado federal. O candidato também defendeu que a política não seja “palco para discursos e brigas ideológicas”.

Na sequência, foi a vez da candidata Monica Benício se apresentar. Em seu tempo, afirmou que “quem constrói o nosso país de verdade nunca está onde as decisões estão sendo tomadas”, por isso busca a representação no Senado.

O último bloco do programa eleitoral no estado foi o dos candidatos do PL. Primeiro, Flávio Bolsonaro pediu voto em Carlos Jordy por apoio no Senado Federal, caso seja eleito. Jordy responde que o senador poderia contar com ele para “enfrentar o crime organizado e qualquer tipo de tirania”.

Carlos Portinho, também candidato do PL, diz que foi escolhido pessoalmente por Bolsonaro para ser o líder de seu governo no Senado. “Talvez você ainda não me conheça, mas Bolsonaro me conhece muito bem”, promoveu o senador.

*Sob supervisão de Renata Souza

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