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XP corta previsão para juros e vê Selic em 13,25% ao fim de 2026

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
XP corta previsão para juros e vê Selic em 13,25% ao fim de 2026

A XP revisou para baixo as expectativas para os juros ao fim deste ano, justificante evidências de maior perda do fôlego da economia e um processo de desinflação mais cedo do que o esperado, segundo nota publicada nesta quarta-feira (26).

A casa projeta que a taxa básica no fim do ano fique em 13,25%, ante expectativa de 14% até então.

Os juros estão em 14% ao ano, após novo corte de 0,25 ponto pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central), neste mês.

“Diante das evidências de desaceleração e desinflação mais cedo do que antecipávamos, agora entendemos que o Copom não realizará uma pausa no ciclo de calibração da taxa Selic este ano”, afirmou a XP.

Pela projeção da casa, o colegiado do BC irá manter o ritmo de redução de 0,25 ponto nas próximas três reuniões do Copom neste ano: 15 e 16 de setembro, 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro.

O mercado já projeta novo corte para o encontro do próximo mês, porém, as projeções apontam majoritariamente para uma pausa no ciclo de distensão da Selic nos econtros de novembro e dezembro.

O Copom mantém corte paulatino de 0,25 ponto desde março deste ano, quando os juros partiram de 15% para 14,75%.

Para 2027, a XP vê a taxa finalizando em 11,5%, ante 12% da média do mercado financeiro.

“Portanto, nosso cenário atualizado apenas prevê uma convergência mais célere ao patamar de 11,50%, e não uma avaliação diferente para a taxa básica de juros no médio prazo”, diz a entidade.

Primeira desinflação de 2026

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), conhecido como a prévia da inflação, registrou um queda de 0,40% em agosto, segundo dados publicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira.

Foi a primeira desinflação deste ano, com resultado abaixo do esperado do mercado, de queda de 0,31%.

De acordo com o IBGE, o resultado de agosto foi influenciado principalmente pelas quedas nos grupos Habitação (-1,41%), Transportes (-1,00%) e Alimentação e bebidas (-0,57%). Os demais grupos ficaram entre o -0,20% de Vestuário e o 0,66% de Despesas pessoais.

Em agosto, o grupo Habitação registrou deflação de 1,41%, após alta de 0,97% em julho. O resultado se deveu à queda de 6,25% da energia elétrica residencial, principal impacto negativo no índice geral, devido à incorporação do bônus de Itaipu nas faturas de agosto.

Prévia do PIB mostra perda de fôlego no 2º tri

A economia brasileira encerrou o segundo trimestre com leve crescimento mesmo após ter recuado em junho, mostrando forte desaceleração em relação ao início do ano conforme esperado, mostraram dados do Banco Central divulgados neste mês.

Em junho, o IBC-BR (Índice de Atividade Econômica), considerado um sinalizador do PIB (Produto Interno Bruto), teve queda de 0,6% na comparação com o mês anterior, mostraram dados dessazonalizados.

Com isso, o IBC-Br registrou expansão de 0,2% no segundo trimestre, após alta de 1,2% nos três meses de janeiro a março.

O IBGE divulga os dados do PIB do trimestre de abril a junho no dia 1º de setembro, após ter informado crescimento de 1,1% no primeiro trimestre sobre os três meses anteriores.

Com informações da Reuters

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