O candidato ao governo de Minas Gerais Patrus Ananias (PT) avaliou nesta quarta-feira (26) que a privatização da Copasa não foi “uma coisa boa”, mas que uma eventual desprivatização seria um processo “muito complicado”.
Em entrevista à CNN, Patrus disse que o Estado irá exigir constantemente que a empresa cumpra as exigências previstas em contrato, como direitos trabalhistas e respeito ao meio ambiente, mas afirmou que não pretende entrar em uma disputa pela desprivatização.
“Com relação à Copasa, penso que não foi uma coisa boa, mas ela está privatizada e não vamos entrar em briga. Mas não penso em voltar a Copasa para o Estado, porque acredito que seria um processo muito complicado, a menos que ela não garanta o acesso à água e ao saneamento básico”, disse.
“Caso não cumpra, aí vamos considerar e também vamos ouvir os poderes constituídos do estado para escolher o melhor caminho”, completou.
Quanto às outras empresas, o ex-prefeito de Belo Horizonte afastou a possibilidade de privatização, principalmente daquelas que atuam em serviços essenciais.
“As empresas que ainda são estatais, principalmente a Cemig, nós não vamos privatizar. Eu não sou defensor de que o Estado tem que estar presente em tudo, mas que ele tem que ter presença em algumas áreas, como saúde e educação e, sobretudo, em políticas fundamentais”, disse.
“A Cemig leva luz para as casas, escolas, hospitais. A luz é um bem público e fundamental na vida das pessoas, então vamos preservar”, concluiu.

