Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$ 7,5 bilhões em julho de 2026, informou o BC (Banco Central) nesta quinta-feira (27).
O resultado representa um recuo de 10,7% em comparação ao mesmo período de 2025, quando os ingressos líquidos alcançaram US$ 8,4 bilhões.
Os dados constam no Relatório de Estatísticas do Setor Externo.
O documento mostra que houve ingressos líquidos de US$ 7,2 bilhões em participação no capital.
Desse total, US$ 2,7 bilhões são de participação no capital, exceto lucros reinvestidos, US$ 4,5 bilhões são referentes aos lucros reinvestidos no país e US$ 300 milhões vêm de operações intercompanhia.
No acumulado de 12 meses, o IDP totalizou US$ 88,4 bilhões (3,5% do PIB), ante US$ 89,3 bilhões (3,58% do PIB) no mês anterior e US$ 68,3 bilhões (3,16% do PIB) em julho de 2025.
No mês passado, os investimentos em carteira no país tiveram ingressos líquidos de US$ 1,1 bilhão.
O BC informou também que os investimentos em ações e fundos de investimento no mercado doméstico registraram ingressos líquidos de US$ 1,9 bilhão, enquanto os investimentos em títulos no mercado doméstico, saídas líquidas de US$ 700 milhões.
Nos 12 meses encerrados em julho, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidos de US$ 19,1 bilhões.
Reservas internacionais
No mês, as reservas internacionais totalizaram US$ 369,7 bilhões. É um aumento de US$ 2,2 bilhões em relação a junho.
Contribuíram para o aumento do estoque o retorno líquido em operações de linha com recompra (US$ 2,1 bilhões); as variações por paridades (US$ 1,0 bilhão); e as receitas de juros (US$ 900 milhões).
Por outro lado, as variações por preço (US$ 1,6 bilhão) colaboraram para reduzir o estoque.

